A irmã de Juliana Marins, jovem que morreu tragicamente após cair de um penhasco durante trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia, criticou duramente o legista responsável pela necropsia. Segundo ela, o profissional divulgou detalhes do laudo preliminar à imprensa antes de entregar oficialmente o documento à família, o que classificou como “absurdo atrás de absurdo”.
Mariana Marins, visivelmente abalada, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que a família foi chamada ao hospital para receber o laudo, mas foi surpreendida ao ver o legista concedendo entrevista coletiva, expondo publicamente informações sensíveis antes mesmo dos parentes tomarem ciência do conteúdo oficial.
“Minha família foi chamada no hospital para receber o laudo mas, antes que eles tivessem acesso a esse laudo, o médico achou de bom tom dar uma coletiva de imprensa para falar para todo mundo. É absurdo atrás de absurdo e não acaba mais”, lamentou Mariana.
O laudo preliminar divulgado pelo profissional apontou que Juliana morreu em decorrência de trauma contundente, que causou graves lesões internas e hemorragia. Ainda de acordo com a perícia, a morte teria ocorrido cerca de 20 minutos após um dos impactos, podendo ter sido agravada por sucessivas quedas subsequentes no terreno acidentado. A perícia estimou o óbito entre terça (24) e quarta-feira (25).
Apoio no translado
A família de Juliana confirmou ter aceitado a ajuda financeira da Prefeitura de Niterói para custear o translado do corpo ao Brasil, no valor aproximado de R$ 55 mil, enquanto aguarda a liberação de vagas em voos. Mariana agradeceu o apoio da gestão municipal e disse que Juliana ficaria orgulhosa da solidariedade recebida.
“Juliana amava Niterói, amava as praias da cidade, ela amava de paixão mesmo”, comentou emocionada.
A Prefeitura de Niterói ressaltou estar empenhada em auxiliar a família neste momento delicado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a anunciar que revisaria as regras do Itamaraty para viabilizar o custeio do translado, mas a família não explicou porque optou por utilizar a verba do município.





