Começa a crescer o bloco de oposição ao governo Vladimir Azevedo na Câmara de Divinópolis

Publicado por: suporte

Exmo senhor presidente, nobres colegas, cidadãos que nos visitam, imprensa, minha gente que nos assiste pela TV Câmara, tenham todos uma boa tarde.

Senhor presidente,

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A série de reportagens feitas pelo Jornal Estado de Minas mostrando o descalabro cometido com o dinheiro público, apontando nomes de deputados, inclusive os dois representantes divinopolitanos, promotores de verdadeiras orgias com o dinheiro do público, merece uma profunda reflexão desta Casa.

Quero lembrar senhor presidente, e para mim nunca é demais voltar a esse assunto, que tão logo começou esta legislatura, iniciei brava luta solitária em defesa da moralidade e do dinheiro público. Pedi a esta presidência a identificação dos veículos da Câmara, solicitei a permanência noturna e nos fins de semana dos veículos nesta Casa. Felizmente, esta presidência, munida dos mais altos conceitos republicanos, atendeu aos meus pedidos. Lembro-me que o presidente Edmar disse no ano passado que graças aos conselhos desta vereadora, vinha conseguindo importante economia.

Quero lembrar ainda que no primeiro dia de mandato dispensei o carro alugado pela Câmara, dispensei o telefone celular, assim como também não usei os 400 litros de gasolina que são pagos mensalmente aos vereadores.

O senhor presidente é testemunha de que por causa desta minha postura, tive até mesmo problemas com alguns colegas, que não entenderam a extensão de minha atitude.

Que aqueles que pleiteiam uma Cadeira a deputado estadual levem para a Assembleia este exemplo de austeridade, pois o que vimos nos últimos dias nos permite afirmar que nosso parlamento estadual está carente de representantes zelosos com o dinheiro do povo.

O tempo é mesmo o senhor da razão. E somente o tempo pôde demonstrar que eu estava certa. Hoje, somos obrigados a trabalhar sob regime de dura economia, para que esta Casa possa honrar seus compromissos. Sabiamente, o nobre presidente vem buscando medidas saneadoras e sabe que pode contar com o apoio total e irrestrito desta vereadora.

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Quando falo em bons exemplos no uso do dinheiro do povo, não o faço apenas como discurso politiqueiro. Na prática, senhor presidente, meu gabinete vem dando exemplos todos os meses de como se deve lidar com o dinheiro do cidadão, do trabalhador que move esta cidade, este Estado, este País. Jamais ultrapassamos a mil e quinhentos reais em gastos mensais. Em janeiro, nossos gastos foram de 698 reais, em fevereiro houve um acréscimo e gastamos 883 reais, mas, em março, últimos dados dos quais dispomos, nosso gabinete gastou apenas 597 reais para sua manutenção. Quero lembrar que os gastos nos gabinetes podem chegar até a três mil e 900 reais, conforme a legislação vigente.

Faço questão de divulgar esses números, senhor presidente, não apenas para comprovar que praticamos o nosso discurso, mas, também, para contestar aqueles que querem jogar esta Casa na vala comum dos que desonram o voto que o povo lhes confiou.

O senhor deputado estadual do PSDB, Domingos Sávio, envolvido nos escândalos da Assembléia, quer agora desviar o foco das denúncias, citando esta Casa como exemplo de má conduta. Para justificar seus gastos duvidosos, o deputado usou a imprensa da cidade para dizer que esta questão de gastos com gasolina, farra com alimentação, também é prática comum na Câmara Municipal.

Ora senhor presidente, o senhor deputado precisa não apenas explicar, mas precisa também provar ao eleitorado, que as denúncias publicadas contra ele pelo Jornal Estado de Minas, não passam de invenção. Querer justificar suas atitudes imputando os mesmos erros a este parlamento, definitivamente eu não admito. Que ele então cite nomes de quem, na sua visão, adota as mesmas práticas denunciadas pelas reportagens.

Não está em discussão aqui a legalidade dos atos e sim, a moralidade. Na vida pública, entendo que a questão moral muitas vezes sobrepõe à questão legal. O que pode ser legal no papel, pode ser ilegal na conduta do homem público. E isso, senhor presidente, chama-se moralidade. Honestidade e moralidade não são qualidades do homem público, são obrigações do caráter de quem é eleito com o objetivo de representar uma cidade, um estado, um país.

Esta Casa vem buscando fórmulas para lidar com austeridade com o dinheiro do povo. O nobre presidente Edmar é quem deve falar em nome desta Casa, pois é ele quem vem buscando fórmulas de economia que mantenham este parlamento viável. Ele pode contar comigo. Fechamos abril com 597 reais de gastos em nosso gabinete. Vamos continuar batalhando para reduzir ainda mais. Queremos muito contribuir com tudo aquilo que respeite o dinheiro do cidadão. Por isso, mesmo senhor presidente, repudio com todas as forças a postura do senhor deputado em tentar incriminar esta Casa, já que lhe faltam argumentos sérios para justificar seu envolvimento nas denúncias que recaíram sobre o parlamento estadual.

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Senhor presidente, nobres colegas,

Na próxima sexta-feira a Secretaria de Saúde estará nesta casa para prestação de contas de suas atividades relativas ao primeiro trimestre de 2010.

O relatório que será lido aqui em audiência pública mostra que quanto mais cobramos ação deste governo para melhorar nossa saúde, mais é preciso cobrar. Somos atacados pela equipe de governo, ofendidos em sites de relacionamentos, achincalhados por quem deveria dar respostas ao povo. Sem argumentos, o governo vem há tempos tentando desqualificar nossas ações.

Mas, contra números não há argumentos. Vejam, senhoras e senhores, que no relatório a ser apresentado pela Semusa na sexta-feira, está a confissão de incompetência total na gestão da saúde. Vou citar um dos muitos dados oficiais que apontam para a completa falta de gestão. Em três meses, foram realizadas em Divinópolis apenas 30 cirurgias de mamas. Ou seja, apenas 10 ao mês. Uma aberração, para uma cidade de 220 mil habitantes e dezenas de mulheres na fila aguardando por uma cirurgia de mama. Porém, senhores e senhores, mais grave ainda é saber que destas 30 cirurgias em três meses, apenas 12, veja bem, eu disse apenas 12 delas, foram realizadas em pacientes divinopolitanas. As outras 18 foram para pacientes que vieram de outros municípios.

Enquanto isso, senhor presidente, continua parada não se sabe onde a verba de R$ 80 mil reais, liberada pelo deputado do PV, Inácio Franco, atendendo pedido desta vereadora, para aquisição de um ultrassom de mamas. Não sei quais serão as alegações para se fazer apenas 30 exames de mama em três meses. Aliás, a matemática é simples, foram apenas 12 para Divinópolis, ou seja, apenas quatro exames de mama ao mês para nossa cidade. Isso é o absurdo dos absurdos. Quantas mulheres divinopolitanas aguardam por este exame?

Espero que com estes números oficiais, a senhora secretária de Saúde, agilize a aquisição do ultrassom de mamas, cuja verba coloquei em seu bolso em dezembro do ano passado. O dinheiro foi depositado e só era necessário um pouco de boa vontade para que o equipamento já estivesse em plena atividade. Mas, este governo só pensa em política. O que eles querem é evitar que nosso povo seja beneficiado porque a verba para a aquisição do ultrassom foi conseguida por um deputado do PV, cuja base parlamentar é Pará de Minas.

Só posso pensar dessa forma. Por que, cinco meses depois da verba depositada na conta da prefeitura, o ultrassom de mama ainda não foi adquirido? Enquanto isso nossas mulheres continuam na fila por total irresponsabilidade na gestão da saúde em nossa cidade.

Minha parte foi mais do que feita. Fiz até o que não era de minha competência. Consegui a verba para a compra, enviei à secretária Rosenilce Mourão o orçamento da empresa com o mais baixo custo e até agora, NADA!!!! O povo divinopolitano está pagando um preço alto demais por ter acreditado na inovação chamada Vladimir Azevedo. Ou o nosso prefeito toma as rédeas desse governo com urgência, ou caso contrário, já pode pensar em arranjar emprego a partir de 2012.

Sobre reste relatório que será apresentado na sexta-feira pela Secretaria de Saúde, há muito o que esclarecer ao povo. E isso faremos na próxima reunião.

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