A deputada Lohanna (PV) pediu às autoridades de segurança pública no Estado, que tenham mais celeridade nas investigações das ameaças sofridas pelas parlamentares mineiras. As primeiras ameaças chegaram no mês de agosto e desde então as intimidações continuam a chegar com frequência, e que ela não as divulga mais para não atrapalhar as investigações.
Os e-mails geralmente recheados de conteúdo machista e misógino contém detalhes sobre a vida pessoal da parlamentar, como seu endereço, dados pessoais e bancários. Os textos também relatam invadir sua residência, dar um tiro na cabeça da deputada “para estragar o velório” e “metralhar sua equipe”, “estupros corretivos”, entre outras ameaças.
A parlamentar lembra que as ameaças continuam chegando e não dá publicidade por um pedido da própria polícia, para não atrapalhar as investigações. “Aquela sensibilização da sociedade de quando recebemos as ameaças, está parcialmente anestesiada, o apoio passou e parece que as pessoas esqueceram o que aconteceu conosco. Eu continuo recebendo ameaças, só parei de publicar, a pedido das autoridades. Mas, o uso da escolta, agora virou argumento político para nos atacar. A demora nas investigações está fazendo com que deixemos de ser vítimas e sermos atacadas por usar a escolta, por temer pelas nossas vidas”, desabafou.
Lohanna agradece o trabalho da Polícia Militar que tem acompanhado as parlamentares 24 horas por dia. “Um ataque a parlamentares legitimamente eleitas é sem dúvidas um ataque à democracia. Estamos trabalhando em prol do povo mineiro e a escolta tem sido um ponto de apoio nessa situação lamentável que enfrentamos”, desabafou a deputada.
Força-tarefa
Em 28 de setembro o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber), a Polícia Civil e a Polícia Militar de Minas Gerais, realizaram a primeira fase da operação Di@na. A ação cumpriu ordens judiciais de busca e apreensão e de quebra de sigilo de dados na cidade de Pirapora.
Mas, cinco meses após a força-tarefa, ninguém está preso e nenhuma resposta concreta foi dada à sociedade. “Nós entendemos todas as dificuldades dos órgãos públicos e a necessidade de investigação, mas, várias parlamentares foram ameaçadas e não tivemos nenhuma resposta de fato, isso é inadmissível e angustiante para todas nós”, refletiu Lohanna






