A investigação de assassinatos, com o mesmo modus operandi-decapitação das vítimas, na zona sul de São Paulo, levou o investigador chefe da seccional de Taboão da Serra, Ivan Jerônimo da Silva, a declarar a existência de um grupo de extermínio, composto por policiais lotados no 37° BPMM e um comerciante.
O grupo operava “removendo” marginais da sociedade. Todas as vítimas tinham passagem pela polícia e envolvimento com o narcotráfico, seja como distribuidor, ou como consumidor de entorpecentes. Os executores decepavam a cabeça das vítimas, à golpes de machado, o que rendeu o apelido de “Highlanders” a seus membros, em menção ao filme protagonizado por Cristopher Lambert.
A investigação intensificou-se após o desaparecimento de um deficiente mental, conhecido como Carlinhos, posteriormente encontrado decapitado e com as mãos decepadas. Populares anotaram o número de patrimônio da viatura, o que possibilitou a identificação dos policiais em serviço, naquela ocasião. O próximo passo, para a conclusão da investigação, seria o reconhecimento dos suspeitos por uma testemunha.
A irmã da vítima presenciou a cena e poderia ser a peça chave do caso, no entanto, seu testemunho nunca foi a juízo, pois a mulher se sentiu coagida após ser identificada pelo advogado dos policiais.
Alguns dos acusados confessaram um duplo homicídio, referente a um dos casos abertos ligados ao grupo de extermínio, porém negam envolvimento no caso de Carlinhos. As duas vítimas, no crime confesso, eram traficantes ligados ao PCC.
Acredita-se que os policiais não temeram assumir o assassinato dos traficantes, por estarem eliminando a “escória” da sociedade. Já a morte brutal de um deficiente mental, pode causar revolta da população, e nunca será visto como uma benfeitoria, como alguns consideram a chacina dos bandidos.






