Polícia diz que pai de Eloá é assassino frio e queimava suas vítimas

Publicado por: suporte

O ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas Everaldo Pereira dos Santos, pai da garota Eloá Cristina Pimentel, tem pelo menos quatro homicídios em sua ficha corrida. Ele está foragido. A atuação de Everaldo em um grupo de extermínio chama atenção na descrição feita pela Polícia Civil de Alagoas. O histórico feito pela polícia aponta que Everaldo Santos “é frio e perverso, costuma queimar os cadáveres de suas vítimas”. Além do assassinato do ex-delegado Ricardo Lessa e do motorista Antenor Carlota da Silva, em 9 de outubro de 1991, também pesa sobre o pai de Eloá acusação da morte do agricultor Josenildo Pereira da Silva, dentro da UTI do Pronto Socorro de Maceió.

Josenildo havia se envolvido em discussão que terminou em briga, e acabou matando o cabo PM Nogueira, no município de Batalha, em Alagoas. Agora, também pesa contra Everaldo a suspeita do homicídio do capitão PM Aragão. Em entrevista ao Estado na terça-feira, Santos negou que tenha matado e participado de grupo de extermínio no Nordeste. Ele alegou ser vítima de um grupo de poderosos que envolve políticos e fazendeiros, além de policiais civis.

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O diretor adjunto da Polícia Civil de Alagoas, José Edson dos Santos, deve viajar a São Paulo nesta quarta-feira, 22, com os documentos renovando os decretos de prisão de Everaldo. Ele também tem a intenção de visitar o apartamento onde ocorreu o seqüestro pra tentar encontrar alguma pista do paradeiro do ex-PM. Em entrevista ao SPTV, o advogado Ademar Gomes, que faz a defesa de Everaldo Pereira dos Santos, defendeu que seu cliente cumpra pena em São Paulo.

DEPOIMENTOS – Dois vizinhos que prestaram depoimento nesta terça-feira (21) sobre o fim do seqüestro de Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, afirmaram à Polícia Civil que ouviram um disparo antes da invasão dos policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). As duas testemunhas são moradores do CDHU do Jardim Santo André e afirmaram que ouviram um disparo semelhante ao de uma arma de fogo momentos antes de ouvir um barulho de explosão.

No depoimento, os vizinhos descreveram as quase 101 horas em que Eloá foi feita refém por Lindemberg Alves, de 22 anos. As testemunhas afirmaram à polícia que, apesar da tensão pelo seqüestro, a sexta-feira, 17, foi um dia tranqüilo no conjunto habitacional e a expectativa era que Lindemberg se entregasse e libertasse as reféns.

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