Exclusiva: homem suspeito de abandonar cachorro agride brutalmente três mulheres PCDs em Divinópolis; crianças que estavam em seu carro teriam assistido a tudo

Em reportagem exclusiva, Divinews ouviu três mulheres que denunciaram agressões após tentarem proteger um cachorro no bairro São Roque. Boletim policial registra lesões corporais e prisão em flagrante. Presença de uma criança no veículo do suspeito também exige esclarecimentos.

Publicado por: Geraldo Passos

O Divinews foi acionado por volta da meia-noite de sábado (31) para ouvir três mulheres que denunciaram ter sido brutalmente agredidas por um homem durante uma discussão envolvendo um cachorro, em Divinópolis. A ocorrência foi registrada por volta das 19h30, na região do bairro São Roque, e terminou com a prisão em flagrante de Vicente Aparecido Alves, de 57 anos. Segundo as vítimas, o homem teria abandonado o animal e reagido violentamente quando foi questionado. O boletim policial confirma o registro de lesão corporal contra as três mulheres e apresenta também a versão do suspeito, que alegou ter agido para se defender. Outra circunstância preocupante, relatada ao portal, é a presença de uma criança, filha do envolvido, dentro do veículo durante a confusão, e assistiu toda agressão do pai. 

Divinews ouviu vítimas durante a madrugada na delegacia

A equipe do Divinews esteve na Delegacia da Polícia Civil de Divinópolis, pouco antes da meia-noite, quando as três mulheres aguardavam os procedimentos relacionados à ocorrência. Vanessa Gorete da Silva, de 32 anos, Daiane Nancy Oliveira Barreto, de 38, e Samara Dayane André de Melo, de 22, relataram momentos de violência e medo.

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Segundo Vanessa, o episódio começou quando ela saía do trabalho e percebeu um cachorro correndo atrás de um veículo. Inicialmente, pensou que o animal apenas acompanhava o automóvel. Entretanto, ao observar que o cachorro continuava seguindo o carro, passou a suspeitar que ele tivesse sido abandonado.

Vanessa afirmou que tentou chamar a atenção do motorista, utilizando a buzina e os faróis. Outra mulher, que estava em uma motocicleta, também acompanhou a situação. As mulheres decidiram abordar o condutor para saber o que estava acontecendo com o cachorro. A partir daquele momento, segundo elas, a situação tomou proporções violentas.

Mulheres relatam ameaças de morte e agressões com capacete

Em entrevista ao Divinews, Vanessa afirmou que o motorista reconheceu ser dono do cachorro e teria ameaçado matar o animal. Segundo seu relato, quando as mulheres tentaram impedir que ele levasse o cão, o homem passou a ameaçá-las. “E aí ele já veio falando que, na verdade, ele ia matar o cachorro, ele ia matar a gente. E ele acabou ficando muito agressivo e a gente sofreu literalmente um espancamento”, declarou.

Vanessa contou que o homem utilizou o capacete de uma das mulheres para atingir as vítimas e desferiu socos em diferentes partes do corpo. Ela relatou dificuldades para falar e afirmou ter sofrido uma lesão no ombro.

As agressões também foram descritas por Daiane, que acompanhava Vanessa no carro. Segundo ela, o suspeito passou a golpear as mulheres depois que elas tentaram impedir que ele deixasse o local. “Deu vários socos”, relatou Daiane, ao descrever a violência sofrida.

A mulher afirmou ter recebido um golpe na região do maxilar, além de apresentar outros ferimentos. As vítimas disseram que chegaram a temer pela própria vida.

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Boletim confirma três vítimas e prisão em flagrante

O boletim de ocorrência da Polícia Militar, registrado, identifica Vicente Aparecido Alves como autor apontado da lesão corporal e relaciona as três mulheres como vítimas. A natureza principal da ocorrência foi classificada como lesão corporal consumada, sem emprego de instrumentos, conforme o campo de classificação preenchido pela polícia.

O registro informa que Vanessa, Daiane e Samara foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde receberam assistência médica. Conforme os dados policiais, foram observados ferimentos e lesões de diferentes características.

Vanessa apresentou ferimento na boca, enquanto Daiane e Samara tiveram lesões registradas como leves. A documentação e os depoimentos descrevem ainda queixas de dor e outros ferimentos, cuja extensão depende de avaliação médica e pericial. O boletim também registra a prisão em flagrante de Vicente.

Contudo, até a conclusão desta reportagem, o Divinews não conseguiu confirmar se a prisão foi mantida, se houve decisão judicial posterior ou se o envolvido recebeu liberdade provisória. A existência de prisão em flagrante não significa condenação definitiva.

Suspeito reconheceu agressões, mas apresentou outra versão

Embora as três mulheres sustentem que tentavam proteger um cachorro supostamente abandonado, Vicente Aparecido Alves apresentou uma narrativa diferente aos policiais. Segundo o histórico da ocorrência, ele afirmou que estava saindo de sua residência quando o cachorro correu atrás de seu veículo.

O homem relatou que parou para colocar o animal no carro, momento em que teria sido abordado pelas mulheres, que passaram a questioná-lo sobre a situação do cachorro. Ainda conforme sua versão, as mulheres teriam se exaltado durante a discussão.

O suspeito alegou que suas ações ocorreram com a intenção de se defender. Entretanto, o próprio histórico policial registra que ele admitiu ter desferido agressões contra as três envolvidas.

Essa admissão é um dado relevante para a investigação, embora a caracterização jurídica da conduta, inclusive a alegação de legítima defesa, dependa da análise das provas e das circunstâncias da ocorrência.

A Polícia Civil deverá considerar os depoimentos, os documentos médicos e eventuais outras evidências para esclarecer a dinâmica dos fatos. O Divinews ressalta que as versões divergentes sobre o início da discussão não eliminam a necessidade de apuração rigorosa das lesões sofridas pelas mulheres.

Filho menor teria presenciado episódio dentro do veículo

Outro aspecto que exige atenção é a informação recebida pelo Divinews, e que está registrado em um vídeo,  de que o filho menor de Vicente estaria dentro do carro durante o episódio. Conforme o relato encaminhado ao portal, a criança teria acompanhado a discussão e presenciado as agressões.

A informação ainda precisa ser confirmada pelas autoridades responsáveis pela investigação, especialmente quanto à idade da criança, ao local em que estava e ao que efetivamente presenciou.

Caso essa circunstância seja confirmada, a ocorrência deixa de envolver apenas a apuração das agressões contra as três mulheres e passa a exigir também uma avaliação da possível exposição do menor à violência. A Lei Federal nº 13.431/2017 estabelece mecanismos de proteção a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.

O caso merece, portanto, ser levado ao conhecimento do Conselho Tutelar de Divinópolis para avaliação de eventual necessidade de acompanhamento e proteção. Não se trata de presumir incapacidade parental ou determinar previamente qualquer alteração de guarda. Essas questões dependem de análise individualizada pelos órgãos competentes. O que precisa ser esclarecido é se a criança foi exposta a uma situação de risco e quais providências são necessárias para preservar sua integridade física e emocional.

Conselho Tutelar precisa ser informado para avaliar situação da criança

A possível presença do menor durante as agressões não pode ficar em segundo plano. A legislação brasileira estabelece proteção específica às crianças e adolescentes expostos a situações de violência e prevê atuação articulada entre órgãos policiais, Ministério Público, assistência social e Conselho Tutelar.

O artigo 13 da Lei nº 13.431/2017 determina a comunicação às autoridades competentes quando houver conhecimento de violência contra crianças ou adolescentes. Nesse contexto, o Divinews considera necessário esclarecer se o Conselho Tutelar foi informado sobre a presença da criança e se houve alguma avaliação de eventual risco.

Também é importante apurar se o menor recebeu atendimento ou acompanhamento apropriado, caso tenha presenciado as agressões. A proteção da infância não deve ser confundida com punição antecipada de um dos responsáveis. O objetivo deve ser verificar os fatos e garantir que a criança esteja em segurança.

Uma das agressoras, segundo apuração do Divinews teria dito ao agressor: “cara olha o que você está fazendo na frente do seu filho”, ele ignorou e seguiu com as agressões. No veículo haviam duas crianças, um era o filho de Vicente e o outro era amigo do seu filho.

Mulheres afirmam ser pessoas com deficiência

Durante a entrevista exclusiva, Vanessa informou que ela e as outras duas vítimas são pessoas com deficiência, embora as condições relatadas não sejam necessariamente perceptíveis.”Inclusive, nós somos três mulheres PCDs. Somos três PCDs. São deficiências ocultas, mas a Samara é, a Dayane é e eu também sou”, declarou.

A informação foi apresentada pelas próprias mulheres, que também relataram dificuldades físicas após as agressões. Vanessa afirmou possuir documentação médica que comprovaria sua condição.

A eventual existência de deficiências e sua relevância jurídica para o caso deverão ser consideradas pelas autoridades conforme as provas disponíveis e a legislação aplicável. O episódio evidencia a importância de atendimento adequado e avaliação individualizada das necessidades das vítimas.

Cachorro desapareceu após a confusão e mulheres cobram localização

Além das agressões, as mulheres demonstraram preocupação com o destino do cachorro que deu origem à discussão. Segundo Vanessa, o homem teria ameaçado matar o animal antes do confronto.  As vítimas afirmaram que o cachorro não estava presente na delegacia e disseram desconhecer seu paradeiro após o atendimento policial.

Durante a entrevista, Vanessa questionou onde estava o cão e pediu providências para localizá-lo. “Ele falou que ia matar o animal. E colocou dentro do carro. A gente não sabe cadê”, relatou. O suposto abandono e as ameaças contra o cachorro ainda dependem de comprovação.

A versão de Vicente, registrada pela Polícia Militar, é a de que o animal o acompanhava quando ele saía de sua residência e que teria parado o veículo para recolhê-lo. As duas narrativas precisam ser confrontadas para esclarecer se houve abandono, ameaça ao animal ou outra circunstância. A localização do cachorro é importante tanto para verificar suas condições quanto para esclarecer o episódio.

Caso exige investigação sobre agressões, situação da criança e destino do animal

A ocorrência registrada no bairro São Roque apresenta diferentes questões que precisam de resposta das autoridades. A primeira é a responsabilização pelas lesões corporais sofridas pelas três mulheres, com apuração das circunstâncias, da intensidade das agressões e da alegação de legítima defesa apresentada pelo suspeito.

A segunda envolve o paradeiro do cachorro e a necessidade de esclarecer se houve abandono ou ameaça de maus-tratos. A terceira diz respeito à possível presença de uma criança durante o episódio e à avaliação de sua segurança e bem-estar.

O boletim policial registra prisão em flagrante, mas a situação atual de Vicente Aparecido Alves ainda não foi confirmada pelo Divinews. Também permanecem pendentes informações sobre eventuais exames periciais, medidas judiciais e providências de proteção.

O caso não deve ser encerrado apenas com o registro da ocorrência. A investigação precisa esclarecer as versões apresentadas, assegurar às vítimas o acesso aos procedimentos legais e verificar se houve exposição de um menor à violência. O Divinews continuará acompanhando o caso, inclusive os desdobramentos na Polícia Civil, as providências eventualmente adotadas pelo Conselho Tutelar e a localização do cachorro. O portal permanece aberto ao posicionamento de Vicente Aparecido Alves ou de sua defesa.

Três mulheres relatam ter sido atacadas com socos, chutes e golpes de capacete após tentarem impedir o suposto abandono de um cachorro no bairro São Roque. Suspeito apresentou versão diferente à polícia, mas reconheceu ter agredido as envolvidas. Presença de filho e seu amigo, menor no veículo também deve ser apurada. Fato é que a situação do cachorro, se abandonado, ou não deixa de ser relevante no caso, a ocorrência principal são as agressões à três mulheres PCD

 

Nota de transparência: Esta matéria contou com o auxílio de Inteligência Artificial na organização e estruturação do conteúdo, sob orientação e revisão editorial do Divinews.

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