PF prende homem que supervisionava crianças em grupo de oração por armazenar 24 mil arquivos de abuso sexual infantil em MG

A Polícia Federal apreendeu equipamentos eletrônicos e investiga o armazenamento de arquivos relacionados à violência sexual infantojuvenil entre 2019 e 2026. O suspeito, que atuava na supervisão de crianças em um grupo de oração, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de Minas Gerais.

Publicado por: Cassia Misael

A investigação apura o armazenamento de arquivos entre 2019 e 2026. Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, os policiais federais recolheram equipamentos eletrônicos que serão submetidos à perícia para aprofundar as apurações e verificar a possível ocorrência de outros crimes.

Segundo as informações divulgadas pela Polícia Federal, o investigado atuava na supervisão de crianças em um grupo de oração de uma igreja do município. A circunstância integra o contexto da investigação, que apura crimes cibernéticos relacionados à violência sexual infantojuvenil.

Continua depois da publicidade
Equipamentos serão submetidos à perícia

Os dispositivos apreendidos poderão fornecer elementos para esclarecer a origem e a circulação dos arquivos, além de ajudar a identificar eventuais outras condutas criminosas. Entre as hipóteses que poderão ser investigadas estão a possível produção de material ilícito e o estupro de vulnerável.

A Polícia Federal não informou, no comunicado, se a perícia já identificou outras vítimas ou se há indícios confirmados de produção dos arquivos pelo investigado. Essas possibilidades permanecem sob apuração e não devem ser tratadas como crimes comprovados.

Justiça decretou prisão preventiva

A prisão preventiva foi autorizada pela Vara Única da Comarca de Taiobeiras, vinculada ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Entre os fundamentos considerados para a decisão, conforme a Polícia Federal, estão o período prolongado de armazenamento dos arquivos e circunstâncias de vulnerabilidade envolvendo crianças e adolescentes.

A medida cautelar permite manter o investigado preso durante a investigação, conforme os requisitos legais aplicáveis. A prisão, contudo, não representa condenação, e a responsabilidade criminal deverá ser estabelecida no curso do processo, com respeito ao direito de defesa.

Operação faz referência ao contexto religioso

A operação recebeu o nome In nomine Patris, expressão em latim que significa “em nome do Pai”. De acordo com a Polícia Federal, a denominação faz referência ao contexto religioso no qual se inseriam as atividades investigadas.

A ação integra o trabalho de repressão aos crimes cibernéticos de violência sexual contra crianças e adolescentes. A análise dos equipamentos apreendidos deverá contribuir para o aprofundamento da investigação e para o esclarecimento de possíveis outros delitos.

Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados