Cerca de 6 mil consultas com médicos especialistas deixaram de ser realizadas nos últimos seis meses no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Pará de Minas. O levantamento representa uma média de aproximadamente mil faltas por mês e chama a atenção para um problema que interfere diretamente no atendimento e pode contribuir para o aumento da fila da saúde pública.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, cada consulta não realizada representa uma vaga que poderia ter sido disponibilizada para outro paciente que aguarda atendimento especializado.
O fluxo começa, em muitos casos, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Após uma avaliação inicial, o paciente é encaminhado para um especialista e passa a aguardar a abertura de uma vaga. Quando a consulta é finalmente agendada, a ausência sem comunicação prévia pode fazer com que o horário reservado fique ocioso.
De acordo com a secretaria, em situações como essa, nem sempre há tempo suficiente para localizar outro paciente que esteja aguardando na fila e ocupar a vaga disponível.
“Todos os dias, cadeiras como essas ficam vazias porque alguém agendou consulta e não compareceu. Quando isso acontece, outra pessoa perde a oportunidade de agendamento”, alerta o secretário municipal de Saúde, Luiz Lima.
Ainda conforme o secretário, somente nos primeiros seis meses do período analisado, aproximadamente 6 mil pacientes deixaram de comparecer às consultas agendadas no AME. O número equivale a cerca de mil ausências mensais.
“Nos primeiros seis meses, nós tivemos uma média de 6 mil pessoas ausentes aqui no AME, que dá aproximadamente mil pessoas por mês que poderiam ser atendidas e não foram”, afirma Luiz Lima.
Impacto na fila de atendimento
Além de representar o desperdício de horários previamente reservados, as faltas podem aumentar a espera por consultas especializadas. Pacientes que precisam de avaliação, acompanhamento ou investigação de diferentes condições de saúde podem permanecer por mais tempo na fila quando uma vaga não é utilizada.
A Secretaria Municipal de Saúde afirma que trabalha no aperfeiçoamento dos mecanismos de confirmação dos agendamentos. A intenção é reduzir o número de consultas perdidas e possibilitar que as vagas sejam aproveitadas por outros usuários quando houver desistência ou impossibilidade de comparecimento.
A pasta reforça, porém, que a participação dos próprios pacientes é essencial. Quem não puder comparecer à consulta deve comunicar previamente a unidade responsável pelo atendimento. Dessa forma, segundo a secretaria, há maior possibilidade de que o horário seja destinado a outra pessoa que aguarda por atendimento especializado.






