Macaé Evaristo (PT) foi reeleita deputada estadual por Minas Gerais nas eleições deste domingo (4). A parlamentar recebeu 157.301 votos e conquistou um novo mandato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para a legislatura que começa em 2027. O resultado colocou a petista na sexta posição entre os deputados estaduais mais votados no estado.
A confirmação da reeleição ocorreu ainda durante a apuração. Quando 59% das urnas haviam sido contabilizadas, Macaé já tinha alcançado 113.449 votos, quantidade suficiente para garantir matematicamente uma das 77 cadeiras do Legislativo mineiro.
Com o resultado, Macaé amplia sua presença no Legislativo mineiro e garante a continuidade de uma trajetória política marcada principalmente pela defesa da educação pública, dos direitos humanos, da inclusão social e do combate ao racismo.
Trajetória na política
Macaé Maria Evaristo dos Santos nasceu em São Gonçalo do Pará, no Centro-Oeste de Minas Gerais, em 3 de abril de 1965. Professora desde os 19 anos, é graduada em Serviço Social, mestre e doutoranda em Educação.
Antes de chegar à Assembleia Legislativa, construiu uma trajetória ligada à educação e à administração pública. Foi vereadora em Belo Horizonte e ocupou cargos nas secretarias municipal e estadual de Educação.
Entre 2013 e 2014, Macaé foi titular da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (MEC). Durante o período, participou da coordenação de iniciativas relacionadas à educação indígena, à educação em tempo integral e às políticas de inclusão no ensino superior.
Em Minas Gerais, foi secretária de Estado de Educação entre 2015 e 2018. Segundo o perfil oficial da Assembleia, foi a primeira mulher negra a ocupar tanto o cargo de secretária municipal de Educação de Belo Horizonte quanto o de secretária estadual da área.
A trajetória também inclui uma passagem pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Macaé ocupou o cargo de ministra entre setembro de 2024 e março de 2026, período em que se afastou temporariamente do mandato na Assembleia Legislativa. Ela retornou ao Parlamento mineiro em 31 de março de 2026.
Primeiro mandato na Assembleia
Macaé foi eleita deputada estadual pela primeira vez em 2022 e assumiu o mandato em fevereiro de 2023. A reeleição agora assegura sua permanência na ALMG durante a legislatura de 2027 a 2031.
Na Assembleia, a parlamentar tem como algumas de suas principais bandeiras a valorização da escola pública, a defesa da diversidade e da inclusão e o enfrentamento ao racismo estrutural.
De acordo com o perfil institucional da ALMG, Macaé também defende uma concepção de escola pública como espaço de pluralidade e convivência democrática, articulada com políticas de assistência social, cultura e esporte.
A parlamentar ainda manifesta atuação voltada à defesa dos direitos das mulheres e de grupos historicamente vulnerabilizados, além da oposição a iniciativas que, em sua avaliação, representem ameaças à educação pública, à diversidade e ao livre debate.
Força eleitoral
O desempenho de 2026 coloca Macaé entre os principais nomes eleitos para a Assembleia Legislativa. Com 157.301 votos, ela ficou atrás apenas de Bruno Engler (PL), Beatriz Cerqueira (PT), Pablo Almeida (PL), Eduardo Azevedo (PL) e Lud Falcão (Republicanos) na votação estadual para deputado.
A votação também reforça o peso eleitoral do Partido dos Trabalhadores na composição da nova Assembleia. O PT elegeu 15 deputados estaduais em Minas Gerais, de acordo com a apuração consolidada.
A nova composição da ALMG terá 77 parlamentares, que exercerão mandato de quatro anos a partir de 2027. Macaé estará entre os nomes que permanecerão no Legislativo estadual para uma nova legislatura.
Continuidade das pautas
Com a reeleição, Macaé Evaristo terá a oportunidade de dar continuidade às pautas que marcaram sua atuação política, especialmente nas áreas de educação, direitos humanos, diversidade, igualdade racial e inclusão.
A nova vitória eleitoral também consolida uma trajetória que atravessa diferentes níveis da administração pública e do Legislativo, passando pela Câmara Municipal de Belo Horizonte, pelas secretarias de Educação, pelo Ministério da Educação, pelo Ministério dos Direitos Humanos e, novamente, pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
A partir de 2027, a petista iniciará seu segundo mandato consecutivo na ALMG em uma legislatura que terá como característica uma renovação parcial do Parlamento, mas também a permanência de nomes que conseguiram renovar seus mandatos nas urnas.






