O São João de Deus Complexo de Saúde, em Divinópolis, reforçou a importância do reconhecimento precoce da sepse, condição grave que pode evoluir rapidamente e comprometer o funcionamento de órgãos e sistemas. Em publicação divulgada nesta quarta-feira (23), o hospital destacou o trabalho desenvolvido para identificar alterações no estado clínico dos pacientes e acelerar a adoção das medidas necessárias diante da suspeita de sepse, a condição ocorre quando o organismo apresenta uma resposta desregulada a uma infecção. A evolução pode ser rápida e, por isso, a identificação dos sinais de alerta e a atuação da equipe de saúde em tempo oportuno são consideradas etapas importantes no atendimento.
No São João de Deus, o Protocolo Institucional de Sepse foi estruturado para organizar o atendimento desde a identificação de alterações clínicas até a avaliação, investigação e definição das condutas. De acordo com o hospital, a proposta é reduzir o intervalo entre a suspeita da condição e a tomada de decisões pela equipe assistencial, o protocolo estabelece um fluxo organizado para que informações relevantes sejam identificadas e compartilhadas entre os profissionais envolvidos no atendimento, a instituição afirma que esse trabalho tem contribuído para avanços nos indicadores relacionados à *mortalidade por sepse*, embora não apresente, na publicação, números comparativos ou percentuais que permitam dimensionar essa redução.
Trabalho envolve diferentes profissionais
O atendimento aos pacientes com suspeita de sepse envolve diferentes setores do hospital. Entre as áreas citadas estão enfermagem, equipe médica, laboratório, farmácia e demais equipes assistenciais. A atuação integrada permite que sinais identificados durante o atendimento sejam comunicados e que exames e condutas sejam realizados dentro do fluxo estabelecido, o hospital também destaca a atuação do Time de Sepse, responsável por acompanhar casos, monitorar a adesão ao protocolo, identificar possíveis fragilidades e orientar os profissionais envolvidos na assistência. A análise dos casos também é utilizada para identificar oportunidades de melhoria nos processos internos.
Cuidado continua após a fase crítica
Outro ponto destacado pelo São João de Deus é que o acompanhamento do paciente não deve terminar necessariamente após a superação da fase mais grave da doença. Segundo a instituição, o período posterior à alta do CTI também exige atenção para acompanhar a evolução clínica e identificar eventuais necessidades de continuidade do cuidado, a abordagem busca considerar toda a trajetória do paciente, desde a identificação dos primeiros sinais até o acompanhamento após o período crítico.
Por que reconhecer a sepse cedo é importante
A sepse pode apresentar alterações no estado clínico que exigem atenção da equipe de saúde. Como a condição pode evoluir rapidamente, a identificação de sinais de alerta pode permitir que a avaliação e as medidas necessárias sejam iniciadas mais cedo, o hospital ressalta que o reconhecimento precoce não depende apenas da existência de um protocolo. É necessário que os profissionais estejam atentos às mudanças apresentadas pelo paciente e mantenham uma comunicação eficiente entre as diferentes áreas. Nesse processo, uma alteração percebida durante o atendimento, uma comunicação realizada no momento adequado ou a realização ágil de um exame podem contribuir para a definição da conduta.
São João de Deus busca fortalecer cultura de segurança
A instituição afirma que o acompanhamento dos resultados, a análise dos casos e a revisão dos processos fazem parte de uma estratégia contínua para aprimorar a assistência, o trabalho relacionado à sepse envolve, dessa forma, não apenas a aplicação de critérios clínicos, mas também a organização dos fluxos internos e a integração entre os profissionais. O São João de Deus Complexo de Saúde reforça que o objetivo é unir conhecimento, vigilância, agilidade e trabalho em equipe para oferecer uma resposta mais rápida diante de casos suspeitos, a publicação do hospital apresenta ainda integrantes da equipe que atuam nesse trabalho: Fernanda Rezende Faria, Mayra Cristina e o médico Marcone Lisboa Simões Rocha. A sepse permanece como uma condição que exige atenção no ambiente hospitalar, especialmente diante da possibilidade de evolução rápida. Por isso, a identificação precoce e a resposta coordenada são apontadas como elementos importantes no cuidado aos pacientes.






