“Lázaro de Ermida” é preso após quase um ano foragido e quatro mandados em aberto

Juares Marques dos Santos, de 51 anos, era procurado desde 2025 e foi localizado pela Polícia Militar nesta quinta-feira (13), em Divinópolis

Publicado por: Cassia Misael

Juares Marques dos Santos, de 51 anos, foi localizado e preso pela Polícia Militar nesta quinta-feira (13), após permanecer quase um ano foragido da Justiça. O homem era procurado desde agosto de 2025 e tinha quatro mandados de prisão em aberto. A prisão encerra uma longa mobilização das forças de segurança para localizar o suspeito, que chegou a ser procurado em diferentes pontos da zona rural de Divinópolis e da região Centro-Oeste de Minas. Juares também ficou conhecido entre moradores como “Lázaro de Ermida”, em referência à dificuldade de localização durante o período em que permaneceu escondido.

A ocorrência será detalhada pela Polícia Militar durante coletiva de imprensa na sede da Delegacia de Polícia Civil de Divinópolis. A corporação deve apresentar informações sobre o local onde o homem foi encontrado, as circunstâncias da prisão e o cumprimento dos mandados judiciais.

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Prisão após meses de buscas

Juares era considerado foragido desde o feminicídio da companheira, Lucélia Batista Silva, de 39 anos, ocorrido em agosto de 2025, na comunidade do Choro, zona rural de Divinópolis.

Segundo as investigações da Polícia Civil, a mulher foi agredida dentro da residência do casal e sofreu graves ferimentos na cabeça após ser atingida com um banco de madeira. Ela chegou a ser socorrida e permaneceu internada, mas morreu em 9 de setembro de 2025 em decorrência dos ferimentos.

O inquérito conduzido pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) apontou Juares como responsável pelo crime. Ele foi indiciado por feminicídio consumado, e a Justiça decretou a prisão preventiva.

Desde então, equipes policiais realizaram buscas para tentar localizar o suspeito. A procura chegou a envolver áreas de mata e comunidades rurais de Divinópolis e municípios vizinhos.

Histórico de violência

Além da investigação pelo feminicídio, Juares possui um extenso histórico policial. De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Militar, há registros envolvendo homicídio/feminicídio, roubos, furtos, lesão corporal, importunação sexual e apropriação indébita.

A Polícia Civil também já havia apontado que o homem possuía registro por tentativa de homicídio contra uma ex-companheira. As investigações sobre o feminicídio indicaram ainda um histórico de violência doméstica envolvendo a companheira e as três filhas do casal.

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Caso provocou apreensão na zona rural

Durante o período em que permaneceu foragido, moradores de comunidades rurais relataram às forças de segurança possíveis aparições do suspeito, além de invasões e furtos em propriedades.

A possibilidade de que Juares estivesse escondido em áreas de mata manteve as equipes policiais mobilizadas por meses. Em janeiro deste ano, inclusive, a Polícia Militar informou que investigava a possibilidade de ele ter deixado Minas Gerais em direção ao Espírito Santo.

No início de agosto, a PM ainda havia informado que as buscas continuavam de forma permanente na região de Ermida, com apoio de denúncias feitas pela população.

A prisão ocorre poucos dias depois dessa atualização e representa o desfecho de uma perseguição que se estendeu por quase um ano.

Relembre o feminicídio

O crime aconteceu em 15 de agosto de 2025. Conforme a investigação, Juares teria agredido a companheira dentro da residência onde viviam. A filha mais nova do casal chegou a pedir ajuda aos vizinhos.

Quando os moradores chegaram ao imóvel, encontraram a vítima gravemente ferida. Ela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada para atendimento médico.

Apesar dos esforços das equipes de saúde, Lucélia morreu em 9 de setembro, após permanecer internada por quase um mês.

A Polícia Civil concluiu o inquérito em setembro de 2025 e indiciou Juares pelo feminicídio. Na época, a investigação apontou que o casal mantinha um relacionamento havia aproximadamente 15 anos e que havia relatos anteriores de violência.

Agora, com a prisão, a expectativa é de que a Polícia Militar e a Polícia Civil apresentem novos detalhes sobre a localização do homem e sobre os quatro mandados que estavam em aberto.

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