O Divinews teve acesso ao relato da mulher 24 de anos, agredida em um ponto de ônibus na noite desta quinta-feira (16), em um na comunidade de Jararacas, região de Santo Antônio dos Campos, em Divinópolis. O foragido conhecido como Lázaro de Ermida é o principal suspeito.
A vítima, que terá a identidade reservada, foi atacada enquanto aguardava a filha que voltava da escola. Ela estava no ponto de ônibus quando foi abordada por um homem que a agarrou por trás. A mulher sofreu arranhões na região do ombro. Conforme o relato, ela reagiu imediatamente, conseguiu se desvencilhar e impedir a continuidade da ação. Em seguida, o suspeito fugiu do local.
“Tento me puxar pelos ombros. Mas consegui escapar. Fui dando cotovelada, gritando, aí ele me soltou e saiu correndo. Eu também desci correndo pra minha casa”.
Apesar do susto, a mulher passa bem: “Passei pelo susto ontem, mas Deus esteve comigo em todos os momentos e me protegeu. Estou só com um machucado no ombro, porque ele arranhou com as unhas e chegou ferir minha pele”, afimou.
Lázaro de Ermida é o principal suspeito
A vítima suspeita que o autor seja Juares Marques dos Santos, que vive na região e está foragido da Justiça por feminicídio. “era um homem negro, barbudo. Com uma coberta jogada nas costas”.
Após o registro da ocorrência, equipes da Polícia Militar iniciaram diligências para identificar, localizar e prender o responsável. Além disso, os militares reforçam a importância da colaboração da população por meio de denúncias anônimas.
Conforme orienta o Disque Denúncia Unificado 181, qualquer informação que possa contribuir com a localização do suspeito pode ser repassada de forma sigilosa. Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente o telefone 190.
Quem é o criminoso conhecido como “Lázaro de Ermida”
Conhecido pelo apelido de “Lázaro de Ermida”, Juares Marques dos Santos é considerado um dos criminosos mais procurados da região de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Ele está foragido da Justiça e é apontado como autor de uma sequência de crimes violentos ocorridos na zona rural do município.
O apelido surgiu porque o suspeito passou a ser visto circulando e se escondendo em áreas de mata e comunidades rurais da região de Ermida, dificultando sua localização pelas forças de segurança.
Acusado de feminicídio
Juares é investigado pelo feminicídio da companheira Lucélia Batista Silva, de 39 anos. Segundo a Polícia Civil, a mulher foi brutalmente agredida durante uma discussão na residência do casal, na comunidade do Choro, zona rural de Divinópolis, em agosto de 2025.
As investigações apontam que a vítima foi atacada com golpes de um banco de madeira. Ela chegou a ser socorrida e permaneceu internada por várias semanas no Complexo de Saúde São João de Deus, mas morreu em setembro em decorrência dos ferimentos. Após o crime, o suspeito fugiu e nunca mais foi localizado.
De acordo com as investigações policiais, Juares Marques dos Santos possui histórico de violência doméstica. A Polícia Civil informou que o relacionamento com a vítima durou cerca de 15 anos e era marcado por episódios de agressões. As apurações também indicam denúncias de violência contra as filhas do casal e antecedentes por tentativa de homicídio contra uma ex-companheira.
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Novos crimes durante a fuga
Mesmo foragido, o suspeito voltou a ser apontado como autor de novos crimes.
Em março de 2026, conforme a Polícia Militar, ele teria rendido um morador da comunidade de Lava Pés, na zona rural de Divinópolis, utilizando uma faca. A vítima teve dinheiro, celular, ferramentas de trabalho e um veículo VW Parati roubados.
Após rastreamento, o automóvel foi localizado abandonado na zona rural de Formiga. Apesar da recuperação do veículo, o suspeito conseguiu escapar novamente e segue sendo procurado.
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Foragido
Desde o feminicídio, Juares Marques dos Santos é considerado foragido da Justiça. Equipes das polícias Militar e Civil realizaram diversas buscas na região rural de Divinópolis e municípios vizinhos, mas, até o momento, ele não foi preso. As autoridades orientam que qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito seja repassada anonimamente pelos telefones 181 (Disque Denúncia) ou 190, sem que a população tente abordá-lo.






