Criança autista morre após se engasgar durante merenda em escola da Grande BH sem apoio

Emanuelly Lana Martins Soares, de 7 anos, estava sem a professora de apoio no momento do acidente; prefeitura abriu sindicância para apurar o caso

Publicado por: Redação Divinews

Emanuelly Lana Martins Soares, de apenas 7 anos, morreu após se engasgar com um pedaço de carne durante a merenda escolar, nesta quarta-feira (12), em uma escola municipal de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A família afirma que a menina, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), estava sem a professora de apoio no momento do acidente.

O caso aconteceu no início da tarde na Escola Municipal Bruna Diniz Patrocínio Alves, anteriormente chamada de Escola Professora Maria José Gatti Carlos, localizada no bairro Liberdade. Segundo informações repassadas à reportagem, a criança deveria contar com o acompanhamento de uma profissional de apoio durante a rotina escolar, a ausência dessa profissional no momento em que Emanuelly se engasgou passou a ser questionada pela família, que considera que o acompanhamento poderia ter evitado o episódio ou contribuído para uma resposta mais rápida diante da situação. Adrielia Aguiar, amiga da família de Emanuelly, afirmou que a criança tinha direito ao acompanhamento de uma profissional de apoio em razão do diagnóstico de autismo. “Toda criança autista tem esse direito. A professora não estava presente no momento, o que poderia ter evitado de acontecer o que aconteceu,  a escola deveria ter a obrigação de ter um profissional, e  uma criança não vai ter noção do tamanho de coisa que vai comer ou não. Foi erro da Secretaria de Educação, por falta desse apoio, foi erro da Prefeitura, que sempre falha, não é de hoje, com os meninos que precisam do apoio. Poderia ter sido evitado se a Secretaria de Educação tivesse feito o que ela tem que fazer”, denunciou. A declaração representa a posição apresentada pela família sobre a ausência da profissional e sobre as circunstâncias que antecederam a morte da menina.

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Até o momento, não há, no material enviado para esta reportagem, uma manifestação da Secretaria Municipal de Educação especificamente respondendo à alegação de que a criança estava sem professora de apoio no momento do acidente. Em nota, a Prefeitura de Ribeirão das Neves informou que Emanuelly apresentou um “mal-estar nas dependências da escola”. Segundo a administração municipal, funcionários da unidade prestaram os primeiros socorros à criança e realizaram as manobras de atendimento indicadas enquanto aguardavam a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a prefeitura informou que o socorro demorou aproximadamente 15 minutos para chegar à escola. Ainda de acordo com a gestão municipal, após chegar ao local, a equipe do Samu realizou manobras de reanimação por aproximadamente 40 minutos. Apesar dos esforços das equipes, a criança não resistiu e morreu na própria escola.

Diante da morte da estudante, a Secretaria de Educação de Ribeirão das Neves determinou a abertura de um processo de sindicância administrativa, o objetivo é apurar internamente as circunstâncias do episódio ocorrido dentro da escola. A medida poderá esclarecer a dinâmica do atendimento prestado à criança, as condições existentes no momento do acidente e os procedimentos adotados pela unidade escolar, o material enviado não informa, até o momento, o resultado de qualquer investigação ou sindicância. Por isso, as circunstâncias envolvendo a ausência da professora de apoio e o atendimento prestado à menina ainda dependem de esclarecimentos oficiais.

A morte de Emanuelly também chama atenção para a importância do acompanhamento de estudantes que necessitam de apoio especializado durante a rotina escolar. No caso relatado pela família, a criança tinha diagnóstico de TEA e, segundo os familiares, deveria estar acompanhada por uma profissional de apoio, a família sustenta que a presença dessa profissional poderia ter feito diferença no momento do engasgo. Essa é uma avaliação apresentada pelos familiares e ainda precisa ser analisada pelas autoridades responsáveis pela apuração do caso. Ao mesmo tempo, a prefeitura afirma que funcionários da escola prestaram os primeiros socorros e acionaram o Samu, a sindicância determinada pela Secretaria de Educação deverá ser importante para esclarecer as circunstâncias do atendimento e verificar se os protocolos e as condições de acompanhamento previstos para a estudante estavam sendo cumpridos.

A morte de uma criança de apenas 7 anos dentro de uma escola municipal provocou comoção entre familiares e integrantes da comunidade escolar, a Prefeitura de Ribeirão das Neves manifestou solidariedade aos familiares e amigos de Emanuelly, além de toda a comunidade escolar. Enquanto a família busca respostas sobre o que aconteceu, a sindicância administrativa deverá analisar as circunstâncias do episódio. o caso permanece sob apuração, e novos esclarecimentos poderão ajudar a determinar como ocorreu o engasgo, quais medidas foram adotadas imediatamente e por que a criança estava sem a profissional de apoio mencionada pela família.

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