A série de entrevistas do Palanque Político Eleitoral recebeu nesta semana o economista, servidor público estadual, ex-vereador de Oliveira e pré-candidato a deputado federal Sirley Clécio. Durante cerca de meia hora de conversa, o entrevistado apresentou suas principais bandeiras, analisou a atuação do Congresso Nacional, defendeu maior responsabilidade fiscal, criticou a paralisação de obras públicas e apontou caminhos para fortalecer a saúde, a agricultura e o desenvolvimento regional de Minas Gerais. Também elogiou a iniciativa do Divinews de abrir espaço igualitário aos candidatos, afirmando que esse tipo de debate fortalece a democracia ao permitir que o eleitor conheça as propostas de cada postulante.
“Minha candidatura é uma missão”
Ao explicar por que decidiu disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, Sirley afirmou que a candidatura representa uma missão para recuperar o protagonismo político de Oliveira e da região Centro-Oeste de Minas no Congresso Nacional. Segundo ele, o município já contou com representantes de destaque em Brasília, mas perdeu esse espaço há mais de duas décadas.
O pré-candidato também justificou por que optou por disputar uma vaga federal, e não estadual. Conforme explicou, Oliveira já possui um representante na Assembleia Legislativa buscando a reeleição e dividir o eleitorado local, neste momento, não faria sentido.
Obras paradas são “tão graves quanto a corrupção”
Uma das principais propostas apresentadas por Sirley é a criação de um marco regulatório que obrigue a conclusão de obras públicas iniciadas com recursos públicos. Na avaliação do economista, milhares de empreendimentos permanecem paralisados em todo o país, desperdiçando dinheiro da população e impedindo que escolas, hospitais, estradas e demais equipamentos públicos sejam entregues à sociedade. Segundo ele, uma obra iniciada deve obrigatoriamente ter previsão orçamentária até sua conclusão, independentemente de mudanças de governo ou de gestores públicos.
Críticas ao Congresso Nacional
Durante a entrevista, Sirley fez uma das declarações mais contundentes da conversa ao afirmar que o Congresso Nacional tem dedicado energia excessiva a disputas políticas e redes sociais, deixando em segundo plano temas estruturantes para o desenvolvimento do país. Segundo ele, o Parlamento deveria assumir maior responsabilidade no ajuste fiscal e evitar a aprovação das chamadas “pautas-bomba”, que aumentam despesas públicas sem a correspondente previsão de receitas.
Na avaliação do pré-candidato, a pulverização de emendas parlamentares também acaba comprometendo investimentos estruturantes, impedindo a execução de grandes obras regionais.
Santas Casas precisam de socorro
Outro tema abordado foi a situação financeira das Santas Casas. Sirley defendeu a revisão da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente para procedimentos de baixa complexidade, considerados fundamentais para a sobrevivência financeira dessas instituições.
Além da atualização dos valores pagos pelo SUS, o pré-candidato também propôs maior apoio técnico do Ministério da Saúde à gestão hospitalar e programas permanentes de renegociação de dívidas para hospitais filantrópicos. Como exemplo, citou dificuldades enfrentadas por unidades da região, entre elas Carmo da Mata, Cláudio e Pitangui.
Agronegócio e agricultura familiar devem caminhar juntos
Servidor da área agropecuária, Sirley afirmou que o fortalecimento da agricultura familiar passa pelo aumento da assistência técnica oferecida por órgãos como Emater e Epamig. Segundo ele, muitos pequenos produtores deixam de acessar programas governamentais por excesso de burocracia ou falta de informação. Também defendeu maior incentivo ao seguro agrícola diante das mudanças climáticas que vêm afetando a produção rural em diversas regiões do país.
Desenvolvimento regional exige união política
Ao tratar das desigualdades entre o interior e as grandes regiões metropolitanas, o pré-candidato afirmou que falta articulação regional entre lideranças políticas e instituições. Na avaliação de Sirley, municípios do Centro-Oeste mineiro precisam construir pautas comuns e priorizar obras estruturantes, evitando a fragmentação de recursos em pequenas emendas sem impacto regional significativo.
Entrevista terminou em clima descontraído
No encerramento, o Palanque Político Eleitoral promoveu um quadro de perguntas rápidas. Ao definir Minas Gerais em uma palavra, Sirley respondeu “amor”. Sobre honestidade, afirmou que “vem de berço”. Já ao resumir sua trajetória política, escolheu a palavra “gratidão”. Questionado sobre como gostaria de ser lembrado em um eventual mandato em Brasília, respondeu: “Responsabilidade com Minas Gerais.






