O ex-deputado federal Jaime Martins Filho, em entrevista exclusiva ao Divinews nesta última quarta-feira (25), analisou temas que estão no centro do debate nacional: a PEC da Blindagem, a proposta de anistia dos atos de 8 de janeiro e dosimetria, e seu futuro político de Minas Gerais, além da pauta ambiental, especialmente o crédito de carbono.
Com 24 anos de atuação no Congresso Nacional e mais de mil propostas apresentadas, Martins recordou sua participação em projetos relevantes, como a Lei da Ficha Limpa e o plano ferroviário nacional. Ele destacou que foi relator do artigo 53 da Constituição, que trata da imunidade parlamentar, e apontou que a atual redação é suficiente para garantir a independência dos legisladores sem abrir brechas para a impunidade.
Sobre a PEC da Blindagem, que ampliaria a imunidade processual de deputados e senadores, Martins foi enfático: “O mandato não é feito para proteger criminosos. É para exercer com lisura e cabeça erguida. Se a proposta tivesse sido aprovada, até assassinatos poderiam ficar sem julgamento”. Ele elogiou a decisão do Senado de arquivar a medida rapidamente, mencionando o posicionamento contrário do senador mineiro Cleitinho Azevedo, que classificou como correto.
Na avaliação de Martins, a pressão popular foi determinante: “As manifestações mostraram que não havia clima para avançar. O Senado corrigiu um equívoco da Câmara e evitou um desgaste maior”, disse.
Outro ponto abordado foi a anistia dos atos de 8 de janeiro. Para ele, as penas aplicadas pelo ministro Alexandre de Moraes foram duras, mas justificadas pelo risco de ruptura institucional: “Havia até planejamento para assassinato de autoridades. Foi exemplar”. No entanto, defendeu que o Congresso deve ajustar a dosimetria das penas, distinguindo líderes organizadores de manifestantes influenciados que não participaram de depredações.
O ex-deputado também avaliou o impacto político da possível inelegibilidade de Jair Bolsonaro. Na sua visão, o maior beneficiado seria a oposição, já que nomes como Michele Bolsonaro ou Tarcísio de Freitas carregam menor rejeição que o ex-presidente. “Uma direita com rejeição baixa contra um governo naturalmente desgastado tem mais chances de vitória”, analisou.
Na pauta ambiental, Jaime Martins voltou a defender a criação de um sistema robusto de crédito de carbono, lembrando sua formação em química e engenharia metalúrgica. Para ele, preservar florestas precisa ser financeiramente vantajoso: “A lógica tem que ser invertida. A madeira em pé deve valer mais que a madeira cortada”. Ele defendeu que a regulamentação avance de forma internacional, com adesão em conferências como a COP, para que países poluidores compensem nações que preservam.
O ex-parlamentar ainda não descartou disputar novamente eleições em Minas Gerais em 2026. Ele revelou convites de partidos de centro e centro-direita para concorrer a uma vaga estadual ou até ao governo. “Tenho refletido muito. Às vezes penso em ficar mais com a família, mas há momentos em que a indignação diante de certas propostas me faz querer voltar”, afirmou.
Ao final, Martins reforçou sua identidade política: “Minha vocação sempre foi de centro-direita, a favor da liberdade, da livre iniciativa e do respeito aos costumes, mas sem interferência do Estado nas escolhas familiares”.







Temos uma Constituição que deve ser respeitada, não devemos aceitar a mudança das regras do jogo para beneficiar bandidos que desrespeitaram as nossas leis para se perpetuarem no poder. Quando se perde uma disputa, se deve preparar para a próxima oportunidade e não fazer como o PSDB fez quando perdeu pra Dilma e quase decretou seu fim como partido. O PL, junto com outros golpistas, tentou se perpetuar no poder, teve a bandidagem julgada e condenada, tentou desrespeitar o Artigo 5º que diz que TODOS são iguais perante a lei e o artigo 102 que atribui ao STF a obrigação de julgá-los, então que paguem pelos crimes..