“Eu sou candidato”: Cleitinho oficializa disputa ao Governo de Minas e mantém Falcão como vice

Em entrevista coletiva, senador afirmou que disputará o Palácio Tiradentes ao lado do ex-prefeito de Patos de Minas, Luiz Eduardo Falcão. Parlamentar explicou os motivos do atraso no anúncio, negou que tenha desistido da disputa e pediu que o Republicanos oficialize sua candidatura

Publicado por: Geraldo Passos

O senador Cleitinho Azevedo colocou fim às especulações sobre seu futuro político e declarou oficialmente, na noite desta quarta-feira (29), que é candidato ao Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. Em entrevista coletiva realizada na Praça do Santuário, em Divinópolis, o parlamentar confirmou que disputará o Palácio Tiradentes ao lado do ex-prefeito de Patos de Minas, Luiz Eduardo Falcão, formando uma chapa pura do Republicanos. O anúncio acontece poucas horas depois da divulgação de uma nota da direção estadual do partido que colocava em dúvida a consolidação de sua candidatura.

Logo na abertura da coletiva, Cleitinho tratou de afastar qualquer dúvida sobre sua decisão política.

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“Eu quero começar dizendo que eu sou candidato a governador junto com o Falcão como vice. Que fique claro isso aqui.”

O senador afirmou que sua decisão não decorre apenas de uma vontade pessoal, mas também do cenário apontado pelas pesquisas eleitorais.

“Não é que só eu quero ser candidato a governador. Tem quase 50% da população mineira que quer que eu venha candidato a governador, que as pesquisas mostram isso.”

“A voz do povo é a voz de Deus”

Durante o pronunciamento, Cleitinho relembrou que, desde o ano passado, vinha defendendo a união das forças de direita em torno daquele que aparecesse melhor colocado nas pesquisas.

Segundo ele, essa sempre foi a condição para consolidar sua candidatura.

“Se chegar até agosto e eu estiver liderando pesquisa, eu serei candidato a governador.”

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Ao citar os levantamentos eleitorais mais recentes, o senador afirmou que entende estar cumprindo o compromisso assumido.

“Saiu uma última pesquisa agora, mostrando eu com 40%. Então a voz do povo é a voz de Deus. Não é só eu que quero, é o povo mineiro que quer. E eu vou respeitar a opinião do povo.”

Luto pela morte do irmão adiou anúncio

Grande parte da coletiva foi dedicada à explicação do motivo que levou Cleitinho a adiar oficialmente sua candidatura.

Visivelmente emocionado, ele relembrou a luta do irmão Matheus contra a leucemia, revelou que a doença voltou neste ano e afirmou que a prioridade da família passou a ser o tratamento.

O senador contou que, diante desse cenário, decidiu que não faria qualquer lançamento político enquanto o irmão permanecesse internado.

“Enquanto o Matheus não estiver bem, eu não vou lançar a minha candidatura. Eu ainda estou de luto. Tem uma semana que eu enterrei ele.”

Cleitinho também criticou a pressão sofrida durante esse período.

“Eles não respeitaram nem a minha dor, nem o meu luto.”

Segundo o parlamentar, esse contexto foi comunicado previamente à direção nacional do Republicanos.

Relação com o Republicanos

Embora tenha reafirmado respeito ao presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, Cleitinho disse não concordar com o momento escolhido pelo partido para divulgar a nota que colocava em dúvida sua candidatura.

Ao mesmo tempo, reconheceu que a legenda precisava avançar nas articulações eleitorais.

“Eu entendo também essa questão do partido. O partido precisa coligar, o partido precisa fazer articulações. Eu entendo, é legítimo eles pedirem isso. Mas como é legítimo também eu passava por essa dor.”

O senador afirmou ainda que enviou uma mensagem ao presidente nacional comunicando oficialmente sua decisão.

“Presidente, eu serei candidato a governador.”

“Eu sou candidato”

Outro momento marcante ocorreu quando Cleitinho rebateu rumores de bastidores que indicavam uma possível desistência da disputa.

De forma enfática, ele negou qualquer acordo para abrir mão da candidatura.

“Mentira! Eu sou candidato! Mentira! Mentira!”

Na sequência, reforçou que não apoiará outra composição caso seu projeto não seja mantido.

“Se eu não vier candidato, eu não vou apoiar essa chapa que eles estão querendo montar. A chapa é minha e do Falcão que eu vou apoiar.”

Segundo Cleitinho, a escolha de Luiz Eduardo Falcão como vice não surgiu agora, mas faz parte de um planejamento iniciado há meses.

Pedido para oficialização da candidatura

Apesar de se declarar candidato, o senador reconheceu que ainda aguarda a formalização da candidatura pelo Republicanos.

Ele afirmou que tentará conversar novamente com Marcos Pereira para resolver o impasse.

“A gente vai tentar de todo jeito conversar com ele amanhã para tocar o coração dele e oficializar a minha campanha.”

Ao mesmo tempo, pediu desculpas caso sua situação pessoal tenha causado dificuldades ao partido.

“Se essa questão minha, que foi pessoal, incomodou o partido, eu peço desculpa.”

Campanha sem fundo eleitoral

Cleitinho também anunciou que, se sua candidatura for homologada, pretende repetir uma marca das campanhas anteriores.

“Eu não vou usar nem fundo eleitoral, que eu nunca usei nas minhas campanhas.”

Segundo ele, sua campanha será baseada no apoio popular.

“Quem vai fazer campanha para mim é o povo.”

Falcão reafirma parceria

Luiz Eduardo Falcão também participou da coletiva e confirmou que permanece ao lado de Cleitinho no projeto político.

O ex-prefeito de Patos de Minas afirmou que deixou cargos importantes para integrar a construção da chapa e defendeu um governo voltado ao interior do estado.

“Eu deixei a Prefeitura de Patos de Minas e a presidência da Associação Mineira de Municípios para ajudá-lo nesse projeto de futuro para Minas Gerais.”

Segundo Falcão, mesmo diante das especulações dos últimos dias, Cleitinho jamais retirou seu nome da composição.

“O prazo está feito. Eu sou candidato”

No encerramento da entrevista, Cleitinho voltou a reafirmar sua posição e deixou um recado à direção partidária.

“O prazo tá feito. Eu sou candidato. Acabou o problema.”

Ele concluiu defendendo que a direita se una em torno de seu nome, caso continue liderando as pesquisas.

“Espero que essa direita que disse que precisa unir, agora una comigo. Porque quem tá liderando é eu.”

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