A investigação sobre a morte de um casal de idosos em Belo Horizonte ganhou novos desdobramentos hoje (1º). A Polícia Civil de Minas Gerais trabalha com a hipótese de que a principal suspeita do crime, uma mulher de 30 anos que prestava serviços na residência das vítimas, tenha contado com apoio de terceiros para executar a fuga ou até mesmo para participar da ação criminosa. O caso é tratado como latrocínio roubo seguido de morte e segue mobilizando equipes especializadas da corporação.
O crime ocorreu em um apartamento localizado no bairro São Pedro, na região Centro-Sul da capital mineira. As vítimas, Maria Clotilde, de 76 anos, e Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, foram encontradas sem vida pelo filho do casal na manhã de ontem (30).
Ainda ontem, investigadores do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) retornaram ao prédio onde o casal morava para recolher novas informações, ouvir testemunhas e analisar imagens de câmeras de segurança que possam auxiliar na identificação de todos os envolvidos.
Imagens mostram entrada e saída da suspeita
As gravações do circuito interno de segurança do edifício registraram a entrada da mulher por volta das 7h30 da manhã do último dia (29). Segundo a polícia, ela entrou carregando apenas uma bolsa.
Horas depois, aproximadamente às 15h30, a suspeita deixou o prédio carregando a mesma bolsa e mais duas sacolas grandes. Uma delas foi reconhecida pelo filho das vítimas como pertencente à idosa Maria Clotilde.
As imagens também mostram que a mulher saiu usando roupas diferentes das que vestia quando chegou ao local, detalhe que passou a ser analisado pelos investigadores.
Polícia busca identificar possíveis cúmplices
De acordo com o delegado Gustavo Barletta, responsável pelas investigações, existem indícios que apontam para a possível participação de outras pessoas.
Segundo ele, a suspeita pode ter recebido apoio para acessar o imóvel, transportar objetos retirados da residência ou fugir após o crime.
“Estamos tentando descobrir se existe outra pessoa que tenha participado. Há a possibilidade de alguém ter auxiliado a suspeita ou prestado suporte na fuga”, explicou o delegado.
A Polícia Civil também acredita que, diante da grande repercussão do caso e da ampla divulgação da imagem da suspeita, ela possa já ter abandonado os endereços conhecidos ligados a familiares e pessoas próximas.
Por isso, equipes devem ouvir parentes e pessoas do círculo social da investigada nos próximos dias para tentar identificar seu paradeiro.
Crime é investigado como latrocínio
Embora as circunstâncias ainda estejam sendo apuradas, a principal linha investigativa aponta para um latrocínio.
Segundo o delegado Barletta, existe a hipótese de que a mulher tenha se interessado por algum objeto de valor existente no apartamento e, durante uma eventual tentativa de roubo, tenha ocorrido uma reação das vítimas.
A partir desse cenário, a suspeita teria cometido o crime e fugido levando pertences do casal.
A motivação exata, entretanto, ainda depende da conclusão das investigações e da localização da suspeita.
Casal foi morto dentro do próprio apartamento
O apartamento não apresentava sinais de arrombamento, o que reforça a suspeita de que a autora tenha entrado no local com autorização ou acesso facilitado.
Conforme a perícia da Polícia Civil, Maria Clotilde sofreu sete perfurações provocadas por arma branca. Já Cláudio Atala Inácio foi atingido por 17 golpes.
Durante os levantamentos realizados no imóvel, os investigadores encontraram uma gaveta utilizada para guardar semijoias arrombada.
Além disso, dois celulares das vítimas não foram localizados: um iPhone 16 Pro Max e um iPhone 15 Pro Max. A ausência dos aparelhos reforça a suspeita de roubo.
Suspeita foi indicada por familiar das vítimas
A mulher apontada como principal suspeita havia sido indicada por um parente da idosa para realizar serviços na residência da família.
Segundo a investigação, ela era desconhecida pelos demais moradores do prédio, mas teve acesso ao apartamento em razão dessa recomendação.
Desde a descoberta do crime, a suspeita não foi localizada e continua sendo procurada pela Polícia Civil.
Investigação continua
A Polícia Civil segue analisando imagens de segurança, realizando diligências e ouvindo testemunhas para esclarecer completamente a dinâmica do crime.
Os investigadores também trabalham para identificar a possível participação de outras pessoas, localizar bens eventualmente levados do apartamento e descobrir o paradeiro da mulher apontada como autora do duplo homicídio.
O caso segue sob responsabilidade do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri).






