Após queda do petróleo, governo dá início à retirada de subsídios aos combustíveis

Governo inicia retirada gradual de subsídios aos combustíveis e suspende primeira medida sobre o diesel após queda do petróleo

Publicado por: Cristiane Ferreira

O governo federal anunciou hoje (30) o início da retirada gradual dos subsídios aos combustíveis, criados para conter os impactos da alta do petróleo durante o período de tensão no Oriente Médio. A primeira medida será o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel, que deixa de valer a partir d amanhã (1º).

A decisão ocorre após a redução no preço internacional do petróleo, que voltou a patamares próximos aos registrados antes da crise envolvendo Estados Unidos e Irã. Segundo o Ministério da Fazenda, o cenário atual reduz a necessidade de manutenção das medidas emergenciais.

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Fim de subsídio ao diesel marca primeira etapa da retirada

De acordo com o governo, a suspensão inicial atinge apenas a subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel. Os demais incentivos seguem em vigor, mas serão reavaliados pela equipe econômica.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo acompanha diariamente o comportamento do mercado internacional para definir novas etapas da retirada dos benefícios.

Ele destacou ainda que outros subsídios seguem sob análise, incluindo:

R$ 1,12 por litro de diesel

R$ 0,44 por litro da gasolina

Incentivos ao gás de cozinha (GLP)

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Desoneração de tributos sobre biodiesel

Isenção de tributos no querosene de aviação

Medidas foram criadas durante crise internacional

Os subsídios começaram a ser adotados em março, quando a escalada do conflito no Oriente Médio provocou forte alta no preço do petróleo.

Na ocasião, o governo implementou uma série de medidas emergenciais para evitar repasses imediatos ao consumidor, incluindo:

subsídios ao diesel, gasolina e gás de cozinha

desoneração de tributos federais

linhas de crédito para o setor aéreo

reforço na fiscalização de preços nos postos

Parte dessas ações foi financiada por receitas extras obtidas com a alta do petróleo no mercado internacional.

Queda do petróleo e impacto fiscal influenciaram decisão

Com a redução das tensões geopolíticas e o avanço de um cessar fogo parcial, o barril do tipo Brent voltou a ser negociado em torno de US$ 70, nível considerado próximo ao período anterior à crise.

Segundo a equipe econômica, esse recuo reduziu a pressão sobre os preços internos e também diminuiu a arrecadação extraordinária ligada ao setor de petróleo.

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que a retirada dos subsídios também busca preservar o equilíbrio fiscal e garantir o cumprimento da meta de resultado primário em 2026.

Próximos passos do governo

A equipe econômica avalia que, caso o preço do petróleo permaneça estável, a retirada dos demais subsídios poderá ocorrer de forma gradual nas próximas semanas.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) afirma que o processo foi estruturado para evitar impactos bruscos nos preços ao consumidor final.

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