Um episódio registrado em Divinópolis voltou a colocar em evidência os desafios enfrentados diariamente por pessoas com deficiência no transporte coletivo. Um vídeo que passou a circular nas redes sociais neste fim de semana mostrou uma cadeirante sendo obrigada a se arrastar pelos degraus de um ônibus para conseguir desembarcar, após o elevador destinado ao embarque e desembarque de passageiros com mobilidade reduzida apresentar falha.
As imagens mostram a passageira deixando o interior do coletivo de forma extremamente difícil. Enquanto a cadeira de rodas já se encontrava posicionada do lado de fora do veículo, a mulher precisou descer degrau por degrau utilizando apenas a força dos próprios braços até conseguir alcançar o equipamento.
Durante a gravação, um cidadão que presenciou a situação manifestou indignação diante da cena e classificou o ocorrido como uma vergonha, cobrando respeito e melhores condições de acessibilidade para os usuários do transporte público.
Caso provoca repercussão
Logo após a divulgação do vídeo, inúmeras manifestações passaram a ser publicadas nas redes sociais. Comentários cobraram providências dos responsáveis pelo transporte coletivo e destacaram que situações como essa não deveriam ocorrer, principalmente diante da existência de equipamentos destinados justamente a garantir autonomia, segurança e dignidade às pessoas com deficiência.
Além disso, o episódio reacendeu discussões sobre a manutenção preventiva dos elevadores instalados nos ônibus e sobre os protocolos adotados quando ocorre algum tipo de falha mecânica durante o atendimento aos passageiros.
Empresa ainda não se manifestou
Até a publicação desta reportagem, não haviam sido divulgadas informações oficiais sobre o motivo que levou ao defeito no elevador de acessibilidade nem sobre eventuais providências adotadas pela empresa responsável pela operação do transporte coletivo em Divinópolis.
Também não havia confirmação se a ocorrência foi registrada formalmente junto aos órgãos competentes ou se será aberta alguma apuração sobre o caso.
Enquanto isso, o vídeo continua repercutindo nas redes sociais e reforçando a cobrança por um transporte público que assegure, na prática, o direito à acessibilidade previsto na legislação brasileira.






