Uma nova falha envolvendo o elevador de acessibilidade de um ônibus do transporte coletivo de Divinópolis voltou a colocar em discussão as condições oferecidas aos passageiros com deficiência ou mobilidade reduzida. Após tomar conhecimento do problema, a Prefeitura informou que notificou a concessionária responsável pelo serviço e exigiu providências para garantir o funcionamento adequado dos equipamentos.
O novo episódio foi confirmado pela administração municipal neste domingo (20), por meio da Secretaria Municipal de Trânsito, Segurança Pública e Mobilidade Urbana (Settrans). Segundo o comunicado oficial, um elevador destinado ao embarque e desembarque de passageiros com mobilidade reduzida apresentou problemas durante a operação.
O caso chama atenção principalmente por não se tratar de uma situação isolada. Nas últimas semanas, problemas envolvendo a acessibilidade no transporte coletivo já haviam provocado reclamações e repercussão em Divinópolis, aumentando a cobrança por fiscalização e manutenção preventiva da frota.
Prefeitura lamenta nova ocorrência e cobra concessionária
Em nota, a Prefeitura lamentou o ocorrido e destacou que medidas estão sendo adotadas junto à concessionária responsável pelo transporte coletivo para identificar as causas da nova falha.
De acordo com a administração municipal, a empresa foi notificada para prestar os esclarecimentos necessários e adotar as providências cabíveis. A cobrança envolve principalmente a manutenção adequada dos veículos e o pleno funcionamento dos equipamentos destinados à acessibilidade.
A situação reacende o debate sobre as condições enfrentadas diariamente por pessoas com deficiência, idosos e passageiros com mobilidade reduzida que dependem do transporte coletivo de Divinópolis para realizar atividades básicas do cotidiano.
Falhas anteriores já haviam provocado forte repercussão
A nova ocorrência acontece poucas semanas depois de outro episódio envolvendo um equipamento de acessibilidade ganhar repercussão na cidade. No fim de junho, um passageiro cadeirante enfrentou dificuldades para desembarcar de um ônibus após problemas relacionados ao funcionamento do sistema de acessibilidade do veículo.
O episódio gerou indignação e levantou questionamentos sobre a manutenção dos equipamentos instalados nos ônibus. Na ocasião, a concessionária responsável pelo transporte coletivo afirmou que se tratava de uma situação pontual e informou que os veículos passavam por procedimentos de manutenção preventiva.
Dias depois, uma nova denúncia envolvendo acessibilidade voltou a ser registrada, reforçando as cobranças para que os equipamentos sejam fiscalizados de maneira mais rigorosa.
Agora, diante de mais uma falha, a própria Prefeitura reconhece a reincidência ao afirmar, em sua comunicação oficial, que “mais uma vez” um elevador de acessibilidade apresentou problemas durante a operação.
Prefeitura promete fiscalização rigorosa
A administração municipal reforçou que o serviço de transporte coletivo deve cumprir os padrões de qualidade e segurança estabelecidos no contrato de concessão, com atenção especial às condições de acessibilidade oferecidas aos usuários.
Segundo a Prefeitura, a fiscalização continuará sendo realizada de forma rigorosa para garantir um atendimento considerado digno e eficiente à população.
A sucessão de episódios, entretanto, aumenta a pressão sobre a concessionária e também sobre o poder público, responsável pela fiscalização do serviço. Para os passageiros que dependem dos equipamentos de acessibilidade, o funcionamento adequado dos elevadores não representa apenas uma questão operacional, mas uma condição essencial para garantir autonomia e o direito de ir e vir.
O transporte público de Divinópolis já vem sendo alvo de outros debates nos últimos meses, envolvendo a qualidade dos serviços, a situação da frota e as discussões financeiras entre o município e a concessionária.
Com a nova notificação, permanece a expectativa sobre quais providências serão efetivamente adotadas pela empresa e se haverá novas medidas administrativas caso os problemas nos equipamentos de acessibilidade continuem sendo registrados.






