Belo Horizonte já registrou três mortes por meningite somente nos primeiros meses de 2026, segundo dados divulgados pelas autoridades de saúde da capital mineira. O cenário reacendeu o alerta entre especialistas e profissionais da rede pública, principalmente devido ao alto risco das formas bacterianas da doença, consideradas as mais agressivas e letais.
Os novos óbitos acontecem após um ano de forte preocupação sanitária em Belo Horizonte. Em 2025, a capital contabilizou 265 casos confirmados de meningite e 39 mortes relacionadas à doença, números que colocaram a enfermidade novamente entre as maiores preocupações da vigilância epidemiológica mineira.
Casos graves preocupam especialistas
A meningite é uma inflamação que atinge as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por vírus, fungos e bactérias, mas os quadros bacterianos são os que mais preocupam devido à rápida evolução clínica.
Especialistas alertam que a doença pode se agravar em poucas horas, principalmente quando o diagnóstico e o tratamento não acontecem rapidamente.
Entre os sintomas mais comuns estão:
- febre alta;
- dor de cabeça intensa;
- vômitos;
- rigidez na nuca;
- sonolência;
- dores no corpo;
- manchas avermelhadas na pele.
Em crianças pequenas, os sinais podem incluir irritabilidade, dificuldade para se alimentar e sonolência excessiva.
Vacinação é principal forma de prevenção
Diante das mortes registradas neste ano, autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação como principal ferramenta para evitar casos graves e reduzir o risco de surtos.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente vacinas contra alguns dos principais tipos da doença, incluindo meningocócica C e ACWY.
Na capital mineira, as doses estão disponíveis nos 153 centros de saúde da rede municipal e também no Serviço de Atenção à Saúde do Viajante.
Para receber a vacina, é necessário apresentar:
- documento de identificação;
- cartão de vacina;
- presença de responsável legal para menores de 16 anos.
Adolescentes podem transmitir a bactéria sem sintomas
As autoridades sanitárias também chamam atenção para o papel dos adolescentes na disseminação da meningite.
Mesmo sem apresentar sintomas, muitos jovens podem carregar a bactéria na garganta e transmitir a doença para outras pessoas, especialmente crianças pequenas e idosos.
A transmissão ocorre principalmente por contato com saliva, tosse, espirros e compartilhamento de objetos pessoais.
Relembre o cenário de preocupação em Minas
Nos últimos meses, Minas Gerais registrou episódios que ampliaram ainda mais o alerta sobre a doença. Um dos casos que gerou repercussão ocorreu na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde uma criança com suspeita de meningite bacteriana foi internada em estado gravíssimo.
Especialistas alertam que a queda da cobertura vacinal registrada em diversas regiões do país nos últimos anos pode favorecer o aumento dos casos.
A recomendação das autoridades é que pais e responsáveis procurem imediatamente unidades de saúde para atualizar o cartão de vacinação de crianças e adolescentes.






