Vereadora Naide Santos reconhece que após correções georreferenciamento de Nova Serrana precisa ser feito

Em entrevista ao Divinews, vereadora de Nova Serrana admite que votou favoravelmente, reconhece falhas no impacto do IPTU e defende ajustes sem abandonar a correção tributária.

Publicado por: Geraldo Passos

A vereadora Naide Santos (Avante) colocou o debate do georreferenciamento em Nova Serrana em um ponto delicado, mas politicamente honesto. Ao falar ao Divinews, ela admitiu que votou favoravelmente à reforma tributária ligada ao tema, reconheceu que houve erro no impacto sentido pela população e afirmou que agora o dever da Câmara é ajudar a consertar o que ficou pesado demais, sem abandonar a necessidade de atualização do IPTU.

Na fala, Naide explicou que chegou ao tema ainda no primeiro mandato e sem formação técnica específica na área tributária. Disse que precisou se desdobrar para aprender sobre o assunto e que, no momento da votação, ouviu os argumentos levados pela equipe da prefeitura, especialmente no sentido de que o estudo melhoraria a situação de muitas casas que pagavam valores altos e faria os ajustes necessários onde havia imóveis maiores, que naturalmente sofreriam aumento.

Continua depois da publicidade

O ponto central da entrevista, porém, foi a mudança de tom após a reação da cidade. Segundo Naide, quando os carnês e cobranças começaram a chegar e a população passou a procurar os vereadores, ficou claro que seria necessário buscar melhorias e correções. Em vez de fugir da responsabilidade, ela afirmou expressamente que votou a favor, mas que está pronta para auxiliar os colegas em novas votações para corrigir o que classificou como erro.

Naide não tentou apagar o voto que deu. Preferiu admitir a escolha, reconhecer a falha e sustentar que o papel do Legislativo agora é consertar o impacto sem esconder a verdade do problema

Ao mesmo tempo, a vereadora deixou claro que não considera o georreferenciamento dispensável. Pelo contrário. Na entrevista, afirmou que o último grande estudo anterior havia sido feito cerca de 30 anos atrás e que, diante de uma cidade com mais de 100 mil habitantes, a atualização se tornou inevitável. Para ela, ninguém gosta de pagar imposto, mas isso não elimina a necessidade de o município manter sua base de cobrança adequada à realidade atual.

Naide também associou o debate do IPTU a uma lógica de contrapartida do poder público. Foi nesse contexto que apresentou sua defesa do projeto “Rumo à Minha Rua”, protocolado no início do ano na Câmara. Pela proposta, se o morador comunicar à prefeitura um problema como buraco na rua e o município não resolver a situação entre 30 e 60 dias, o contribuinte ficaria isento do IPTU. A vereadora sustenta que não quer retirar receita da cidade por capricho, mas exigir reciprocidade, ou seja, se o cidadão cumpre sua obrigação de pagar, o município também deve cumprir a sua obrigação de manter a cidade organizada.

Esse raciocínio dá à posição de Naide um tom diferente dentro da discussão. Ela não se coloca nem no campo da negação pura do georreferenciamento, nem no da defesa cega de qualquer cobrança. Sua linha é a de reconhecer que o município precisava atualizar dados e corrigir distorções, mas que isso não pode significar um peso desproporcional sem debate, sem correção e sem compromisso equivalente da administração com a estrutura urbana.

Politicamente, a fala da vereadora tenta construir equilíbrio. De um lado, ela evita aderir ao discurso fácil de que nada deveria ter sido feito. De outro, também não fecha os olhos para o descontentamento popular. É uma posição de remendo institucional, admitir que a correção era necessária, mas que a forma como o impacto chegou ao bolso da população exige revisão.

Continua depois da publicidade

No fim, Naide resumiu o impasse de Nova Serrana em uma frase política simples: o georreferenciamento tem de ser feito, mas o povo não pode ficar sozinho com a conta de um erro que agora precisa ser corrigido

Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados