Segunda fase da operação Nullum Signum atinge dezenas de suspeitos e trava movimentações financeiras do crime. Uma ofensiva de grande porte da Polícia Civil de Minas Gerais escancarou um sofisticado esquema de fraudes bancárias que já causou prejuízo milionário. A nova fase da operação resultou na apreensão de celulares, bloqueio de contas e avanço decisivo contra uma organização criminosa que atuava em vários estados do país.
Ação da polícia avança sobre núcleo financeiro do crime
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta quarta-feira (29), a segunda fase da operação Nullum Signum, em Sete Lagoas, na região Central do estado.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram recolhidos 11 celulares pertencentes aos investigados. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de contas vinculadas a 39 CPFs e CNPJs, utilizadas pela organização criminosa para movimentar valores obtidos por meio de fraudes.
Ao todo, 73 policiais civis participaram da operação, que também teve como alvo outras nove pessoas, suspeitas de emprestar contas bancárias e recrutar terceiros para viabilizar o esquema.
Fraudes causaram prejuízo de pelo menos R$ 1,2 milhão
As investigações apontam que o grupo criminoso é especializado na invasão de contas bancárias, realizando transferências ilegais e desviando valores de vítimas em diferentes estados.
O prejuízo identificado até o momento já ultrapassa R$ 1,2 milhão, evidenciando o alcance e a organização da quadrilha.
Investigação começou após alerta de instituição financeira
O caso teve início em maio de 2025, quando uma instituição financeira procurou a polícia após identificar movimentações suspeitas e prejuízos causados por invasões em contas de clientes.
Já em novembro de 2025, foi deflagrada a primeira fase da operação, quando foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão.
A análise do material apreendido naquela etapa permitiu à polícia solicitar novas autorizações judiciais, culminando na atual fase da operação.
Próximos passos: análise de dados e aprofundamento
Os celulares apreendidos e os valores bloqueados serão agora submetidos a análise detalhada. O objetivo é identificar novos envolvidos, rastrear o fluxo do dinheiro e aprofundar o desmantelamento da organização criminosa.
A Polícia Civil segue com as investigações em andamento.






