A manhã desta sexta-feira (17), após a paralisação total do transporte coletivo , começou com caos, incerteza e revolta. De repente, pontos lotados, trabalhadores perdidos e uma pergunta no ar e como chegar ao destino sem ônibus? Foi assim de um cenário que obrigou a Prefeitura a agir rapidamente e decretar situação de emergência.
Enquanto milhares de moradores tentavam se virar como podiam, a cidade praticamente travou. Pessoas ficaram sem conseguir ir ao trabalho, estudantes perderam aula e pacientes enfrentaram dificuldade até para chegar a atendimentos de saúde. Diante disso, o município publicou dois decretos que mudam, de forma imediata, a rotina da população. Ao mesmo tempo em que tenta resolver o colapso, a Prefeitura também confirmou uma decisão que pesa no bolso e o aumento da passagem de ônibus.
Perante do impacto direto na vida da população, a Prefeitura não esperou. Pelo Decreto nº 17.324/26, declarou situação de emergência por 30 dias, com possibilidade de prorrogação. Sendo assim, abriram um caminho para ações rápidas e fora do padrão.
Agora, vans, micro-ônibus e outros veículos poderão operar de forma excepcional, desde que estejam regularizados. Também, o município já autorizou a contratação emergencial de transporte para tentar reduzir o prejuízo à mobilidade urbana.
Simultaneamente , as equipes foram mobilizadas para garantir o funcionamento de serviços essenciais. A prioridade recai, sobretudo, sobre áreas como saúde e segurança, onde o deslocamento não pode parar.
Ao mesmo tempo , a Procuradoria do Município entrou em ação. E objetivo foi claro de poder acionar a Justiça para retomar o serviço o mais rápido possível e assegurar pelo menos 30% da frota nas ruas, como prevê a legislação. Paralelamente, a Controladoria iniciou investigação para apurar possíveis abusos durante a paralisação.
Em contrapartida, a cidade tenta retomar o transporte, por outro o custo da passagem vai subir e isso gera ainda mais preocupação. Pelo Decreto nº 17.325/26, a nova tarifa entra em vigor no dia 1º de maio. valor será de R$ 6,00 para pagamento em dinheiro e R$ 5,50 para usuários do cartão Divpass.
Segundo a Prefeitura, a decisão não poderia mais ser adiada. Hoje, o custo real da passagem já ultrapassa R$ 6,50, enquanto o valor antigo, de R$ 4,15, não cobria nem de longe as despesas do sistema.
Em conclusão , o prejuízo acumulado já ultrapassa R$ 10 milhões apenas em 2026. Mesmo com cerca de R$ 8 milhões investidos para conter o aumento, o modelo não se sustentou. Dessa maneira, o município decidiu interromper os repasses e buscar uma nova solução.
Diminuir o impacto imediato, a quem possui crédito no cartão Divpass poderá utilizar normalmente por até 60 dias. Ainda assim, a mudança já preocupa quem depende diariamente do transporte.
Quando a cidade tenta se reorganizar e a crise escancara um problema maio e a fragilidade do modelo atual de transporte coletivo.
Por esse motivo, a Prefeitura já anunciaram que vai iniciar estudos para reformular completamente o sistema e a previsão é lançar uma nova licitação em 2027, com a promessa de melhorar o serviço e evitar novos colapsos. Neste momento, o cenário ainda é de incerteza e a população segue buscando alternativas, enquanto a população aguarda uma solução definitiva.






