O empresário Aparecido Sidney de Oliveira, fundador da Ultrafarma, foi preso temporariamente nesta terça-feira (12) em sua chácara, em Santa Isabel, na Grande São Paulo. Aos 71 anos, ele é um dos alvos da operação deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para desarticular um esquema de corrupção que teria movimentado cerca de R$ 1 bilhão em propinas.
Natural de Nova Olímpia, no interior do Paraná, Oliveira cresceu com dez irmãos e começou a trabalhar em farmácia aos 9 anos. Foi alfabetizado pelo Movimento Brasileiro de Alfabetização para Jovens e Adultos, criado por Paulo Freire, e fundou a Ultrafarma em 2000. A rede se destacou pelo pioneirismo na venda de genéricos, pela presença no e-commerce e pela forte exposição na mídia. Atualmente, a empresa afirma ter mais de 1 milhão de clientes ativos e 15 mil produtos à venda.
A operação
A Operação Ícaro investiga um auditor fiscal estadual acusado de manipular processos administrativos para facilitar a quitação de créditos tributários de empresas varejistas em troca de pagamentos mensais. Segundo o MP, o dinheiro era repassado por meio de uma empresa registrada em nome da mãe dele.
Além de Oliveira, também foi preso o diretor estatutário da Fast Shop, Mario Otávio Gomes. Na casa do auditor fiscal, agentes apreenderam grande quantidade de dinheiro. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços residenciais e nas sedes das empresas investigadas.
O Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (GEDEC) conduz as investigações, que incluem análise de documentos, quebras de sigilo e interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça. Os envolvidos podem responder por corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A Secretaria da Fazenda e Planejamento informou que colabora com as investigações por meio da Corregedoria da Fiscalização Tributária (Corfisp). A Ultrafarma e a Fast Shop não se manifestaram até a última atualização desta matéria.






