No cheiro quente que sai da xícara, existe mais do que café. Existe história, esforço e, agora, reconhecimento mundial. Justamente no Dia Mundial do Café, celebrado nesta terça-feira (14), Minas Gerais vive um momento raro e altamente simbólico.
O estado não apenas lidera a produção nacional, como também entra de vez para a elite global com duas “lendas” do café, um feito que poucos países conseguiram alcançar.
Enquanto o mundo volta os olhos para o Brasil, produtores mineiros celebram uma conquista que vai muito além dos números. Afinal, eles alcançaram o selo máximo da qualidade internacional o Legends of Excellence e colocaram o café brasileiro em um novo patamar no mercado premium.
O reconhecimento que coloca Minas entre os melhores do mundo
Em 2026, a Orfeu Cafés Especiais, do Sul de Minas, entrou para o seleto grupo das 12 “lendas” do café no mundo. No ano anterior, em 2025, o produtor Luiz Paulo Dias Pereira Filho, da Fazenda Santuário Sul, em Carmo de Minas, já havia conquistado o mesmo título.
Antes de tudo, é preciso entender o peso desse reconhecimento. O selo Legends of Excellence, concedido pela Alliance for Coffee Excellence, não funciona apenas como um prêmio. Na prática, ele representa um reconhecimento vitalício para produtores que mantêm excelência consistente ao longo dos anos.
Ou seja, não se trata de um resultado pontual mas de um padrão de qualidade que se sustenta no tempo.
O segredo por trás do café mineiro
Mas afinal, o que torna esse café tão especial?
Em primeiro lugar, o terroir. Os grãos cultivados no Sul de Minas crescem em altitudes elevadas e, em alguns casos, em solos raros, o que favorece o desenvolvimento de aromas e sabores complexos.
Além disso, existe o fator humano.
Segundo o CEO da Orfeu, Ricardo Madureira, o reconhecimento não veio por acaso. Pelo contrário, ele é resultado de uma cadeia inteira de dedicação. Desde o agricultor que planta a muda até o barista que serve a bebida, todos participam diretamente dessa conquista.
Esse nível de excelência ajuda a explicar por que a marca já foi 31 vezes finalista do Cup of Excellence considerado a principal vitrine de cafés especiais do mundo.
Minas domina o mercado e o mundo responde
Enquanto a qualidade sobe, os números confirmam a força do setor.
Em 2025, Minas Gerais exportou café para 96 países. Ao mesmo tempo, a receita disparou: foram US$ 11,4 bilhões movimentados, mesmo com uma leve queda no volume embarcado.
Esse dado revela uma mudança importante: o estado não está vendendo apenas mais café — está vendendo mais valor.
Entre os principais destinos estão Alemanha, Estados Unidos e Itália mercados altamente exigentes, que buscam produtos diferenciados.
Ou seja, o mundo não quer apenas café. Quer qualidade. E Minas entrega.

.jpg)




