Autores mineiros lançam livro “Canastra – Queijos e Histórias”, que também celebra conquista do queijo Minas diante da UNESCO

Obra destaca o papel do queijo na cultura e identidade de Minas Gerais

Publicado por: Redação

O Queijo Minas Artesanal acaba de conquistar um feito histórico: foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, tornando-se o primeiro queijo do mundo e o único produto brasileiro a receber este título. A oficialização ocorreu na última quarta-feira (04) e para marcar esse momento grandioso, os escritores mineiros Guilherme Aragão e Conrado Moreira lançaram o livro “Canastra – Queijos e Histórias”, uma obra que narra a trajetória desse alimento que é símbolo da cultura mineira, desde suas origens até o reconhecimento internacional.

A história do Queijo Minas Artesanal é marcada por altos e baixos, e o livro é resultado de uma extensa pesquisa bibliográfica e iconográfica, que apresenta uma narrativa envolvente sobre essa trajetória. A obra, dividida em três partes, aborda desde as origens do queijo no Brasil até a consolidação da produção artesanal na Serra da Canastra, região que se tornou referência mundial. Guilherme Aragão explica que o livro oferece um panorama da produção de queijo no mundo e no Brasil, destacando sua identidade com os mineiros e, principalmente, com os produtores da Canastra. Ele destaca que a obra conta “a história de gerações de famílias dedicadas à produção e distribuição de queijo”. Conrado Moreira complementa: “Nosso livro vem em boa hora, justamente quando o queijo mineiro alçou outro patamar de reconhecimento, desta vez mundial. Mas nós, como bons mineiros, sabemos há muito tempo que, igual ao queijo de Minas, não tem em lugar nenhum!”.

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O livro também explora os desafios enfrentados pelos produtores da Canastra, região onde o queijo é feito de maneira tradicional, utilizando leite cru integral e técnicas passadas de geração em geração. Cada fazenda imprime características únicas ao queijo, resultando em um produto de sabor inconfundível e personalidade própria. Apenas queijos produzidos em nove municípios da microrregião, como São Roque de Minas, Medeiros e Delfinópolis, podem ostentar o título de “Canastra legítimo”.

A publicação do livro foi viabilizada com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, contando com o patrocínio do Grupo Amep, e se encontra disponível por R$ 50,00 na Amazon e em variadas livrarias. “Canastra – Queijos e Histórias” celebra não apenas um alimento, mas uma tradição que resiste ao tempo e, agora, alcança reconhecimento mundial.

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