A eleição do SINTRAM 2026 entrou em um nível de tensão jamais visto, com denúncias, embates jurídicos e questionamentos diretos sobre a lisura do processo. Em transmissão ao vivo realizada pelo Divinews, nesta quinta-feira (09), um dos integrantes da junta eleitoral, representando a chapa 1, confirmou o clima de acirramento e respondeu às principais dúvidas levantadas por adversários.
Logo no início da entrevista, Hugo Ribeiro reconheceu que a disputa está muito mais polarizada do que em eleições anteriores, classificando o momento como um verdadeiro ambiente de conflito entre as chapas. Segundo ele, há ataques, denúncias e até movimentações fora do escopo direto da eleição, em um cenário que descreveu como um “caça às bruxas” entre os envolvidos.
O ponto mais sensível da conversa foi justamente a segurança das urnas, tema levantado por integrantes da chapa 2. Ao ser questionado sobre onde e como os votos foram guardados durante a madrugada, Hugo confirmou que houve tentativa formal de solicitar apoio da Polícia Militar de Minas Gerais, como tradicionalmente ocorria em eleições anteriores.
No entanto, segundo ele, tanto o comandante do 23º Batalhão quanto o da 7ª Região da PMMG negaram o pedido. A justificativa apresentada foi a impossibilidade de disponibilizar recursos humanos e logísticos para essa função específica.
Diante da negativa, a junta eleitoral decidiu manter as urnas dentro da própria sede do sindicato. Elas ficaram armazenadas no auditório do SINTRAM, sob vigilância de segurança privada contratada, durante todo o período noturno.
O representante da junta fez questão de destacar que, apesar da mudança na guarda, não houve, segundo ele, qualquer quebra no padrão histórico da eleição. Afirmou que o processo seguiu os mesmos moldes anteriores, com participação das chapas, possibilidade de questionamentos e acompanhamento por fiscais.
Ainda assim, o cenário de desconfiança permanece. O fato de as urnas não terem sido mantidas sob custódia da Polícia Militar, como em eleições passadas, ampliou o nível de questionamento por parte de opositores, que veem fragilidade no procedimento.
Outro ponto abordado foi a composição da junta eleitoral. Hugo afirmou que o grupo conta com representantes das duas chapas e da diretoria, conforme prevê o estatuto. No entanto, reconheceu que, naquele momento específico, integrantes da chapa 2 não estavam presentes por decisão própria, embora continuem formalmente compondo o colegiado.
A apuração dos votos, segundo informado, ocorre logo após o encerramento da coleta, no próprio sindicato, com acompanhamento da junta eleitoral e fiscais das chapas, dentro do que foi definido pelas regras internas da entidade.
O episódio reforça o clima de disputa intensa que marca esta eleição. Entre decisões judiciais, acusações cruzadas e agora questionamentos sobre a guarda das urnas, o processo que deveria ser apenas democrático ganha contornos de batalha política.
No resumo do cenário, a eleição do SINTRAM deixou de ser uma simples escolha de diretoria e passou a ser um dos pleitos mais tensionados da história recente da entidade, com cada movimento sendo observado, questionado e, sobretudo, politizado.






