Adeus ao exclusivo digital: Nova regra do vereador Vitor Costa protege idosos e garante cardápio físico na mesa

projeto aprovado com 11 votos obriga estabelecimentos a oferecerem alternativa impressa ou tablet; vereador vitor costa defende autonomia e dignidade para quem não tem acesso à internet.

Publicado por: Cassia Misael

Sair para jantar e dar de cara com um código de barras na mesa virou rotina após a pandemia. No entanto, o que deveria ser sinônimo de modernidade acabou se tornando uma barreira intransponível para muitos clientes em Divinópolis. Enquanto uns navegam com facilidade, outros — especialmente idosos e pessoas com deficiência enfrentam o constrangimento de não conseguir ler o que vão consumir. Pensando nisso, a Câmara Municipal aprovou nesta semana um projeto que promete devolver a autonomia ao consumidor.

A princípio, o Projeto de Lei nº 261/2025, de autoria do vereador Vitor Costa, pode parecer um passo atrás na digitalização. Contudo, a realidade dos números mostra o contrário. Com toda a certeza, dados da Abrasel revelam que 21% dos clientes sentem dificuldade com o modelo exclusivo de QR Code. Por isso, a proposta aprovada por 11 votos favoráveis obriga bares e restaurantes a disponibilizarem, ao menos, uma versão impressa ou em tablet para consulta imediata.

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Inclusão acima da tecnologia

Com o intuito de equilibrar inovação e dignidade, a nova regra estabelece que a tecnologia não pode ser excludente. De fato, muitos estabelecimentos economizaram com impressões, mas acabaram afastando o público que não possui internet móvel ou familiaridade com smartphones. Segundo o vereador Vitor Costa, o objetivo é garantir que todos tenham acesso à informação na hora do consumo. Além disso, a lei exige que locais com apenas uma unidade física ofereçam Wi-Fi gratuito para facilitar o acesso digital de quem preferir o celular.

Analogamente a outras capitais que já adotaram medidas semelhantes, Divinópolis agora reforça sua agenda de acessibilidade. De maneira que, os estabelecimentos que insistirem na exclusividade digital poderão sofrer sanções administrativas e penalidades previstas na legislação municipal. Certamente, a medida é vista como de baixo custo para o empresário, mas de um impacto social gigantesco para quem se sentia invisível diante das telas.

O que muda na sua próxima saída?

Posteriormente à publicação da lei, o cliente não será mais obrigado a usar o próprio aparelho para escolher o prato. Afinal, a liberdade de escolha deve começar pelo cardápio. Como resultado, espera-se um atendimento mais humanizado e menos dependente de sinal de operadoras ou baterias de celular.

Em conclusão, a vitória de Vitor Costa na Câmara sinaliza que a tecnologia deve servir ao humano, e não o contrário. Portanto, na sua próxima visita ao seu bar favorito, o cardápio físico estará lá, à sua disposição, garantindo que ninguém fique de fora da conversa.

 

 

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