Exclusiva: Cristina Sanches é nomeada superintendente do Hospital Regional de Divinópolis; que começa a funcionar em 1º de junho

Escolha feita pelo reitor Marcelo Pereira de Andrade fortalece a estrutura de implantação do hospital e amplia a expectativa para o início das atividades em Divinópolis

Publicado por: Geraldo Passos

O Hospital Regional de Divinópolis entrou em uma nova fase. O reitor da Universidade Federal de São João del-Rei, Marcelo Pereira de Andrade, nomeou a professora Cristina Sanches para exercer o cargo de superintendente da unidade, em um movimento que dá contorno mais concreto à etapa de implantação do hospital e reforça a articulação entre UFSJ, Ebserh e governo federal.

A informação obtida em primeira mão pelo Divinews, aponta que, desde segunda-feira (23), Cristina Sanches está em Brasília para tratar dos trâmites burocráticos ligados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, a Ebserh, e ao governo federal. No mesmo contexto, foi anunciado que o hospital deverá começar a funcionar em 1º de junho, data do aniversário de Divinópolis, com inauguração oficial prevista até 27 de junho.

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O anúncio político dessa nova etapa reuniu, em Brasília, o prefeito de Divinópolis, filiado ao Novo, e a secretária nacional de Orçamento e Finanças do PT. Também participaram o reitor da UFSJ e prefeitos de municípios da região que serão beneficiados pelo hospital, estrutura que deverá contar com 198 leitos. A movimentação mostra que o projeto deixou de ser apenas promessa para entrar no terreno da execução administrativa e da montagem operacional.
Cristina Sanches

A escolha de Cristina Sanches não ocorreu por acaso. Hoje vice-diretora do Campus Centro-Oeste Dona Lindu, em Divinópolis, ela já vinha participando diretamente das discussões sobre o futuro do Hospital Regional e da interlocução entre universidade, Ebserh e demais atores envolvidos na transformação da unidade em hospital universitário. Registros institucionais da UFSJ e da própria Ebserh mostram sua presença nessa construção desde etapas anteriores do projeto.

No currículo, a nova superintendente reúne formação técnica sólida e trajetória fortemente vinculada à área hospitalar. Cristina Sanches é professora associada da UFSJ, graduada em Farmácia pela Universidade Federal de Santa Catarina, especialista em Farmácia Hospitalar pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, mestre e doutora pela USP na área de Fármacos e Medicamentos, com foco em farmacocinética clínica, além de pós-doutorado em modelagem PK/PD pela University of Queensland, na Austrália. Sua atuação acadêmica e profissional é concentrada em Farmácia Hospitalar, monitoramento terapêutico de medicamentos, assistência farmacêutica e modelagem farmacocinética e farmacodinâmica.

Esse perfil técnico ajuda a explicar o peso da nomeação. O Hospital Regional não exigirá apenas comando administrativo. Também precisará de liderança com compreensão profunda da rotina hospitalar, da lógica universitária e da integração entre assistência, ensino e pesquisa. Cristina chega justamente com essa combinação, o que tende a fortalecer a fase decisiva de preparação da unidade.

Politicamente, a nomeação também sinaliza que a UFSJ quer colocar alguém da própria engrenagem acadêmica e institucional no centro do processo. Isso pode facilitar o diálogo com o curso de Medicina, com outras graduações da área da saúde e com a futura operação universitária do hospital, que terá impacto direto não apenas sobre Divinópolis, mas sobre toda a macrorregião.

O avanço do projeto reacende uma expectativa antiga da cidade. Durante anos, o Hospital Regional foi tratado como símbolo de obra inacabada, promessa adiada e demanda histórica da saúde pública. Agora, a nomeação da superintendência e o cronograma apresentado empurram o tema para outro patamar. O debate deixa de ser apenas quando a obra ficará pronta e passa a ser como a estrutura começará a funcionar, com qual equipe e sob qual modelo de gestão.

A presença de prefeitos da região na agenda em Brasília reforça esse alcance. O hospital nasce com vocação regional e deve absorver demandas de diversos municípios do Centro-Oeste mineiro. Por isso, a escolha de quem vai comandar a unidade tem peso que ultrapassa os limites de Divinópolis. Trata-se de uma definição com reflexo direto na rede pública de saúde de toda a região.

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Se o cronograma anunciado for mantido, Divinópolis poderá abrir junho com o hospital começando a funcionar e encerrar o mesmo mês com a inauguração formal da unidade. Nesse cenário, a nomeação de Cristina Sanches surge como uma peça-chave de uma engrenagem que finalmente começa a girar com mais velocidade.

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