PCMG revela por que homem abriu fogo e matou 3 em padaria na Grande BH

Investigação detalhada confirmou que o suspeito de 30 anos agiu após ser ignorado por funcionária; pistola artesanal e imagens de outro ataque foram cruciais para o desfecho.

Publicado por: Cassia Misael

O mistério que assombrava o bairro Lagoa, em Ribeirão das Neves, chegou ao fim com uma revelação perturbadora da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Isso porque o inquérito concluído nesta segunda-feira (9) indiciou um homem de 30 anos pelo triplo feminicídio ocorrido em uma padaria no início de fevereiro. De acordo com as investigações, o ataque brutal que vitimou jovens de 14 e 16 anos, além de uma idosa de 56, foi motivado por uma reação desproporcional a uma simples rejeição cotidiana.

A pista decisiva: O segundo ataque e as imagens

Embora as imagens da padaria fossem inconclusivas, o erro do criminoso ocorreu apenas 15 horas depois. Nesse sentido, o suspeito tentou disparar contra funcionários de uma oficina mecânica na mesma região, após ter um pedido de curso de pintura automotiva negado. Dessa maneira, as câmeras da oficina, com melhor qualidade, capturaram detalhes físicos e a motocicleta do atirador. Portanto, esse segundo episódio tornou-se a peça-chave para que a Polícia Militar localizasse o suspeito dias depois.

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Prova técnica: A pistola artesanal .380

Vale ressaltar que a comprovação científica da autoria veio através da balística. Logo após a prisão do homem por posse ilegal, os peritos analisaram uma pistola artesanal calibre .380 encontrada com ele. Consequentemente, os exames confirmaram que os projéteis retirados dos corpos das vítimas na padaria saíram exatamente daquela arma. Além disso, na casa do investigado, foram apreendidas uma touca ninja e uma mochila de entregador, itens usados para disfarçar a ação criminosa.

Motivação fútil e desprezo pela vida

Conforme explicou o delegado Marcus Rios, a dinâmica dos crimes aponta para um perfil de baixa tolerância à frustração. No caso da padaria, o homem teria tentado uma aproximação com uma das funcionárias e, ao não ter sucesso, decidiu retornar armado para se vingar. Assim sendo, o inquérito foi enviado à Justiça com o indiciamento por três feminicídios consumados e uma tentativa. Afinal, o trabalho técnico da PCMG conseguiu transformar uma “situação banal” em uma prova sólida de um crime que chocou o estado.

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