A Polícia Civil de Goiás (PCGO) apresentou, nesta sexta-feira (27), os detalhes finais do inquérito sobre a trágica morte de Thales Naves Alves Machado, secretário de Governo de Itumbiara, e de seus dois filhos. As investigações revelam um cenário de crueldade calculada dentro do Condomínio Paraíso, no sul do estado. De acordo com o delegado Pedro Sala, Thales planejou minuciosamente o infanticídio seguido de suicídio, agindo de forma solitária e sem qualquer possibilidade de intervenção externa.
O uso da imagem como tortura psicológica
Um dos pontos mais chocantes do inquérito revela que Thales utilizou a tecnologia para amplificar o sofrimento da mãe das crianças. Pouco antes de iniciar os disparos, ele enviou uma fotografia à ex-mulher mostrando os meninos de 8 e 12 anos enquanto dormiam profundamente. Para os investigadores, esse ato serviu como uma ameaça final e cruel, comprovando que o agressor já havia decidido o destino dos filhos. Dessa forma, a perícia descarta qualquer ímpeto momentâneo e confirma a premeditação absoluta do crime.
A execução sem chances de defesa
Conforme detalhou o delegado Sala, os disparos atingiram as duas crianças na região da têmpora direita, reforçando a tese de que elas sequer acordaram durante o ataque. Logo após matar os filhos, o secretário disparou contra a própria boca. Nesse sentido, os laudos periciais indicaram que Thales faleceu antes das crianças, o que isola completamente a cena do crime e impede a suspeita de participação de terceiros. Consequentemente, a polícia encerra o caso com a certeza de que a dinâmica seguiu exatamente o plano traçado pelo agressor.
O impacto da tragédia e a rede de apoio
Apesar da conclusão técnica, a frieza do secretário ao tratar a vida dos próprios filhos como instrumento de vingança contra a mãe gerou uma onda de consternação em todo o país. Afinal, o crime expõe a face mais violenta do controle e do abuso doméstico.






