As chuvas constantes que castigam Minas Gerais nos últimos dias alteraram o cronograma operacional da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Certamente, a persistência das precipitações e a previsão de novos temporais obrigaram a empresa a ampliar a vazão de água na Barragem de Cajuru. A estatal já comunicou a decisão oficialmente à Defesa Civil de Carmo do Cajuru, alertando sobre a necessidade de liberar um volume maior de água pelas comportas da usina. Esta manobra estratégica visa, primordialmente, garantir a segurança estrutural da represa e manter o nível de armazenamento dentro dos limites técnicos permitidos para este período do ano.
Planejamento Diário e Critérios de Operação
A Cemig define a operação da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) de Cajuru diariamente, levando em conta a quantidade de chuva que cai sobre a região. Os técnicos analisam minuciosamente o volume de água que chega ao reservatório, conhecido como vazão afluente, antes de decidir qualquer abertura de comportas. Por esse motivo, a companhia esclarece que não consegue estabelecer um planejamento de longo prazo durante o verão mineiro. Afinal, a instabilidade climática exige uma resposta rápida e ajustes constantes para evitar que o reservatório atinja sua capacidade máxima de forma descontrolada.
Vazão quase dobra para manter volume de espera
A partir desta nova orientação, a vazão defluente — que representa o volume de água liberado para o leito do rio — subirá de 42 m³/s para 77 m³/s. Segundo a Cemig, essa elevação significativa tem como objetivo principal manter o chamado “volume de espera” para o controle de cheias. Caso as chuvas persistam com a mesma intensidade nos próximos dias, a empresa não descarta realizar novos aumentos graduais. Entretanto, a companhia informou que, neste exato momento, os níveis projetados ainda não atingem a cota de restrição que provocaria inundações imediatas nas áreas urbanas.
Monitoramento do Rio Pará e Orientações à População
A Defesa Civil de Carmo do Cajuru segue monitorando de perto a situação da barragem e o comportamento do Rio Pará em todo o seu curso. O órgão orienta os cidadãos, especialmente os moradores de áreas ribeirinhas, a manterem atenção redobrada às atualizações das autoridades oficiais. Devido ao aumento do fluxo de água, o leito do rio pode apresentar variações rápidas de nível e correnteza mais forte. Por conseguinte, as equipes de salvamento recomendam que pescadores e banhistas evitem qualquer atividade no rio até que o cenário meteorológico apresente uma melhora definitiva.
Medidas preventivas durante o Período Crítico
O órgão de proteção reforça que a população deve adotar medidas preventivas rigorosas durante as tempestades. É fundamental evitar a travessia de enxurradas e não permanecer próximo a encostas que apresentem sinais de instabilidade. Além disso, os moradores devem desligar aparelhos eletrônicos das tomadas durante descargas elétricas para evitar curtos-circuitos ou incêndios. Em qualquer situação de emergência ou sinal de perigo estrutural, o cidadão deve acionar imediatamente a Defesa Civil local ou o Corpo de Bombeiros através do telefone 193. A prevenção continua sendo a melhor ferramenta para garantir a segurança de todos.






