O Diário Oficial de Divinópolis desta quinta-feira (13), mostra informações relevantes sobre contratos, nomeações e atos administrativos. No entanto, alguns pontos chamam atenção e levantam dúvidas sobre critérios, prioridades e eventuais fragilidades de gestão.
A Câmara de Divinópolis firmou três novos contratos de softwares e licenças digitais que somam R$ 68.577,00. O Legislativo fechou serviços de Adobe por R$ 14.540,00, licenças vitalícias por R$ 20.020,00 e assinaturas por R$ 34.017,00. Os valores parecem altos para serviços que, historicamente, poderiam ter alternativas mais econômicas. As empresas contratadas atuam em outros estados e não têm tradição conhecida na cidade, o que abre espaço para questionamentos públicos sobre critérios técnicos e justificativas técnicas mais especificadas para a escolha.
A Comissão de Regularização Fundiária aprovou apenas uma beneficiária entre quatro requerentes. Angela Maria Gonçalves foi a única contemplada. Três pedidos foram barrados por pendências documentais. O índice muito baixo de aprovação contrasta com discursos de avanço e reforça dúvidas sobre a eficiência do programa. A baixa taxa pode indicar falhas burocráticas ou falta de apoio aos moradores que precisam da titularização de imóveis.
As obras públicas também apareceram com novas designações. A prefeitura nomeou três engenheiros para fiscalizar contratos de recuperação urbana, calçamentos e intervenções em viadutos importantes. Os projetos envolvem áreas sensíveis e já foram alvo de críticas anteriores. As portarias ampliam responsabilidades técnicas, porém não informam cronogramas detalhados, o que dificulta controle social da execução.
A saúde voltou ao centro do Diário Oficial. A prefeitura convocou técnicos de enfermagem e médicos para reforçar equipes, mas também publicou valores específicos que levantam discussão sobre disparidade salarial. Os contratos variam entre R$ 2.022,82 e R$ 2.343,90. Apesar de fortalecer o atendimento, a rotatividade de contratações temporárias pode afetar continuidade do serviço no SUS. A publicação também apresentou prorrogações que sugerem dificuldade em consolidar vínculos estáveis.
As aposentadorias de cinco servidores foram confirmadas. Rodrigo Gontijo, Lene Gomes, Luiz Henrique da Silva, Vicente de Paula Silva e Nivaldo Souza encerram ciclos relevantes no serviço público. A renovação abre espaço para reestruturação interna, porém reforça a necessidade de concursos e reorganização administrativa.
A prefeitura concedeu adicional de insalubridade a diversos profissionais. Os atos seguem laudos técnicos, mas a divulgação frequente desses benefícios expõe outro problema: grande parte das funções da rede pública opera em condições inadequadas e exige compensação por risco.






