O senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos de Minas Gerais, comentou nesta quinta-feira (13), ao Jornal Metrópoles, o avanço da Operação Sem Desconto. A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o deputado Euclydes Pettersen, que preside o partido no estado. A ação investiga fraudes no INSS e envolve núcleos políticos, empresariais e entidades rurais.
A manifestação foi feita ao portal Metrópoles. Cleitinho afirmou que Euclydes precisa responder às suspeitas e explicou que mantém apenas relação política com o deputado. O senador afirmou que a apuração deve ocorrer de forma ampla e sem qualquer proteção interna.
O senador disse que o princípio fundamental é o esclarecimento. Ele afirmou que todo o material deve passar por investigação pública. Cleitinho reforçou que o Republicanos não pode esconder fatos e precisa tratar o caso com transparência.
O senador lembrou que o nome de Euclydes apareceu na CPMI do INSS. O piloto Henrique Traugott Binder Galvão disse que trabalhou para o deputado. A fala conectou o parlamentar a articulações políticas da Conafer, que aparece em várias frentes da investigação.
A operação identificou Petterson como possível porta-voz político da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais. A entidade tem relação direta com irregularidades investigadas. A PF apura manipulação de dados, benefícios fraudulentos e ampliação artificial de cadastros.
O desdobramento cria desgaste dentro do Republicanos. O partido enfrenta conflito interno às vésperas de definições estratégicas. A situação também pressiona Cleitinho, que mantém projeto eleitoral em Minas Gerais. A cobrança pública por investigações revela clima de distanciamento entre lideranças estaduais.
A repercussão cresce em municípios do Centro-Oeste, como Divinópolis, e também em regiões próximas, como Nova Serrana. O caso atinge bases políticas que acompanham os movimentos do partido. A operação provoca cautela entre aliados e gera dúvidas sobre articulações futuras.
Cleitinho afirmou que não existe alinhamento pessoal com Petterson. O senador defende rigor e aguarda avanços da PF. A operação deve produzir novos desdobramentos ao longo das próximas semanas.






