Aposentados podem recuperar valores descontados indevidamente; governo prorroga prazo

Decisão do governo busca garantir que milhões de beneficiários que ainda não solicitaram devolução consigam recuperar valores sem necessidade de ação judicial.

Publicado por: Cassia Misael

O governo federal confirmou, nesta terça-feira (11), que o prazo para aposentados e pensionistas solicitarem o ressarcimento de valores descontados indevidamente em benefícios do INSS foi prorrogado até 14 de fevereiro de 2026. A medida atende a uma reivindicação de parlamentares e da própria rede de proteção previdenciária, diante do grande número de beneficiários ainda sem acesso à devolução.

O anúncio será oficializado pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, durante agenda em Brasília. Antes da prorrogação, o prazo terminaria já na próxima sexta-feira (14), o que colocaria milhões de aposentados em risco de ficar sem ressarcimento, muitos deles sem acesso digital ou sem orientação para realizar o pedido.

Continua depois da publicidade

A ampliação do prazo ocorre após discussões durante sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que a medida tem objetivo de assegurar que os lesados pelo esquema de descontos não autorizados possam ter acesso aos valores de forma simples e direta, sem necessidade de entrar na Justiça  etapa que costuma ser lenta e desgastante, especialmente para idosos.

Como pedir o ressarcimento

Os beneficiários que identificaram descontos que não reconhecem podem buscar o ressarcimento por meio dos canais oficiais:

  • Aplicativo ou site Meu INSS

  • Central telefônica 135

  • Atendimento presencial em agências dos Correios

Até o momento, cerca de 3,6 milhões de pessoas já foram ressarcidas, totalizando R$ 2,5 bilhões devolvidos. No entanto, o governo estima que quase cinco milhões de aposentados e pensionistas ainda têm valores a receber, o que reforça a importância da extensão do prazo.

Continua depois da publicidade

Origem da fraude

A situação veio à tona após a Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU). A investigação revelou um esquema de descontos aplicados sem autorização, supostamente para pagamento de serviços ou associações que nunca foram contratadas. A operação também resultou no afastamento de membros da alta administração do INSS em abril deste ano.

O governo avalia que o ressarcimento deve alcançar um dos maiores volumes de devolução já registrados na Previdência brasileira.

Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados