Divinópolis deu um passo histórico no campo da saúde e do bem-estar emocional. O vereador e médico Dr. Delano Santiago celebrou, em entrevista ao Divinews, a aprovação do projeto de lei de sua autoria, que autoriza e obriga os hospitais do município a permitir visitas de animais de estimação aos pacientes internados. A proposta, segundo ele, é um marco de humanização no sistema de saúde local e um avanço no reconhecimento dos vínculos afetivos entre tutores e seus pets.
Dr. Delano destacou que a iniciativa nasceu de pesquisas científicas e experiências práticas que comprovam o impacto positivo da presença dos animais no tratamento médico. “A recuperação é muito mais rápida quando o paciente pode receber a visita do seu pet. Seja em casos de quimioterapia, transplante ou acidentes, o vínculo com o animal acelera o processo de cura”, explicou o vereador. Ele também fez questão de ressaltar que o projeto foi elaborado com rigor técnico e sanitário. “O animal precisa ter a carteira de vacinação e vermifugação em dia, e cada hospital deverá definir as normas para o ambiente de visitação”, completou.
A nova legislação determina que as instituições de saúde criem espaços próprios para o encontro entre pacientes e animais de pequeno porte, sob supervisão médica. “O médico avaliará se o paciente pode ou não receber a visita. Mesmo em casos de CTI, é possível criar uma sala específica para esse momento. Nada é improvisado, tudo foi pensado dentro das normas da vigilância sanitária”, explicou Delano.
O poder da cura através do amor animal
Estudos realizados por universidades e hospitais de referência, como a Universidade de São Paulo (USP) e o Hospital Albert Einstein, reforçam o que Dr. Delano observou na prática: a presença de animais nos hospitais reduz o estresse, diminui a pressão arterial e acelera o restabelecimento clínico. Segundo a psicóloga e pesquisadora Lílian Hohendorff, especialista em terapias assistidas por animais, a convivência com cães e gatos em ambientes hospitalares aumenta a produção de serotonina e dopamina, hormônios ligados ao bem-estar.
Delano enfatizou que os benefícios vão muito além do físico. “Nada é mais reconfortante do que receber o carinho de quem a gente ama. Tem gente que só tem o seu pet como família, e não poder vê-lo durante a internação é uma crueldade. Agora, em Divinópolis, ninguém vai precisar abrir mão desse amor”, afirmou emocionado.
O vereador, que também é tutor de cinco cães e espera o nascimento de mais uma ninhada, revelou em tom descontraído que compreende de perto a importância desse vínculo. “Em breve, terei nove pets. Se pudesse, levava todos para passear comigo. Quem tem um bichinho sabe o quanto é benéfico chegar em casa e ser recebido com amor genuíno”, brincou.
Experiências que inspiram Divinópolis
A proposta aprovada segue a linha de políticas públicas já adotadas em capitais como São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, onde a visitação de pets em hospitais é reconhecida como uma ferramenta terapêutica. O Hospital Israelita Albert Einstein, por exemplo, mantém um programa permanente de visitas supervisionadas que registrou redução de até 30% no tempo médio de internação em pacientes que receberam visitas de seus animais de estimação.
Além disso, o Conselho Federal de Medicina Veterinária e o Ministério da Saúde reconhecem o valor terapêutico da interação entre humanos e animais, especialmente em casos de depressão, ansiedade e isolamento social. Em muitos países, como Estados Unidos e Canadá, os chamados “pets terapêuticos” são parte integrante dos programas de reabilitação hospitalar.
Humanização e pioneirismo local
Com a aprovação da nova lei, Divinópolis se torna uma das primeiras cidades de Minas Gerais a instituir legalmente o direito do paciente de receber seu animal de estimação, consolidando o município como referência em políticas de humanização da saúde pública. O projeto contou com o apoio do vereador Flávio Marra, que também assinou a proposta.
Para Dr. Delano, essa conquista não é apenas simbólica, mas transformadora. “Essa lei representa empatia, carinho e respeito à vida. É a medicina humanizada em sua essência, porque reconhece que saúde também é afeto”, concluiu.






