Mais uma vez, o Pronto Atendimento de São Sebastião do Oeste se torna alvo de críticas e descontentamento por parte da população. Um desentendimento entre um médico de plantão e um paciente virou caso de polícia e causou grande repercussão na cidade.
De acordo com o relato do paciente, ao veterinário Mateus que o procurou. Ele foi até a unidade sentindo fortes dores no peito e aguardava atendimento quando percebeu que outras pessoas estavam sendo chamadas antes dele.
Segundo o homem, um paciente foi atendido antes, o que gerou questionamentos sobre a ordem de prioridade na fila.
O paciente relatou ainda que ficou indignado ao perceber que a pessoa chamada era conhecida do pessoal da unidade, o que, segundo ele, explicaria a preferência no atendimento.
Ainda conforme o relato, ao questionar o motivo, o médico teria reagido de forma ríspida e com falta de educação, negando seu atendimento, o que deu início a uma discussão. Diante da confusão, a Polícia Militar foi acionada e compareceu ao local para registrar a ocorrência e conter os ânimos.
Fato é que, o paciente atendido anteriormente havia sido classificado com prioridade de atendimento, conforme os protocolos da triagem realizados na unidade.
Reclamações recorrentes e críticas à administração
Este episódio reacende um debate antigo na cidade. de que não é a primeira vez que ocorrem situações de desrespeito e descaso no atendimento do Pronto Atendimento.
O veterinário Mateus, na continuidade do seu relato ao Divinews explicitou que “a população vem sofrendo há tempos com a falta de respeito e dedicação de alguns profissionais”. Segundo ele, a responsabilidade também recai sobre a administração municipal, que mantém escalas de 24 horas seguidas para os médicos.
“A culpa, para muitos, é da administração, que coloca escalas de 24 horas diretas. Esses profissionais trabalham cansados, estressados, e estão no limite físico e psicológico. Esse tipo de escala contribui para que os médicos fiquem nervosos durante os atendimentos, tratando a população com falta de educação e não da forma que uma pessoa precisa”, afirmou Mateus.
Mateus contou ainda que o fato chegou ao seu conhecimento por meio do próprio paciente, que procurou o veterinário para relatar a situação e demonstrar sua indignação. Segundo ele, o paciente relatou posteriormente que não levaria o caso à Justiça, pois o prefeito da cidade teria interferido, pedindo que o assunto não fosse levado adiante.
“Mas até quando a população irá sofrer com falta de respeito e com atendimentos médicos desumanos? A população precisa ser cuidada, tratada com respeito e dignidade. O chefe do Executivo vai ficar assistindo de camarote a população sendo humilhada, desrespeitada e nada faz?”, questionou Mateus.






