A defesa do funcionalismo público deve ser uma linha reta, mas a recente atuação do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro Oeste (SINTRAM) sugere uma bússola com o norte desalinhado. A entidade, que deveria ter a mesma postura e atuação em casos análogos, tem demonstrado “dois pesos e duas medidas”, levantando suspeitas de que interesses políticos pessoais estão sobrepujando a defesa da categoria.
Em dois casos recentes e emblemáticos, a discrepância na conduta do sindicato é gritante.
O primeiro, em Divinópolis, envolve a polêmica prática de prefeitos que gravam servidores e os expõem em redes sociais. Conforme o Divinews publicou (“Fiscalizar é dever, expor é abuso”), tal conduta configura abuso de autoridade e abre precedentes para ações de danos morais, ferindo a dignidade do servidor. Diante deste ato claro de exposição pública, o SINTRAM, liderado por Marco Aurélio Gomes, agiu como um “gatinho”: um silêncio que ensurdece e abandona o servidor no momento de maior vulnerabilidade. Sem juízo de mérito, o papel do sindicato é defender o servidor, e até poderia ter proposto uma ação judicial, mas diz a fonte, nada fez, ficou e está inerte.
Em contrapartida, no município vizinho, Carmo do Cajuru, o sindicato ruge como um “Leão”. Em um caso recente, detalhado pelo SINTRAM a um Portal de notícias da cidade (“Assédio moral: Servidor denuncia coação após recusar advertência…”), um servidor alegou coação ao ser chamado para justificar uma advertência interna. É crucial notar: neste episódio, o prefeito Vinícius Camargos não expôs o servidor em redes sociais, mantendo o assunto na esfera administrativa interna.
Mesmo assim, a reação do SINTRAM foi máxima. O sindicato contestou duramente a prefeitura, prometendo acionar Ministério Público e a CPI do Assédio Moral na Câmara Municipal.
O que explica a diferença? Política e a cadeira da presidência
O que justifica um sindicato ser feroz em um caso de procedimento administrativo interno, mas dócil em um caso de humilhação pública? Fontes internas apontam que a resposta não está na defesa do servidor, mas na política sindical.
O que realmente se revela em ambas as situações é a postura do presidente do SINTRAM, Marco Aurélio Gomes, que vê a ascensão de Bruno Camargos, que é irmão do Prefeito de Carmo do Cajuru, e Marco o vê como seu principal concorrente à cadeira de presidente da instituição no próximo ano.
A escalada agressiva contra o prefeito Vinícius Camargos, na verdade, parece ser de cunho pessoal, mas não contra o Prefeito Vinícius Camargos, mas sim indiretamente contra Bruno Camargos, por ser seu possível adversário. A estratégia seria desgastar a imagem de Bruno através de ataques diretos à gestão de seu irmão.
Relatos indicam que prints de grupos de Whatsapp mostram o receio de Marco Aurélio em uma possível disputa pela cadeira de presidente do maior sindicato do Centro-Oeste. Nesse sentido, o presidente tem feito grandes investidas contra o prefeito Vinícius Camargos, na tentativa de minar politicamente seu futuro rival.
Conquistas do servidor em Cajuru são ignoradas
A ofensiva sindical contra a gestão de Carmo do Cajuru ignora, convenientemente, segundo informações da Comunicação, os avanços reais para a categoria. Em menos de um ano de governo, Vinícius Camargos já cumpriu suas principais promessas ao funcionalismo público: concedeu ganho real acima da inflação para todos os servidores, aumentou a licença maternidade de 4 para 6 meses, ampliou a licença paternidade de 5 para 20 dias,
Publicou decreto que dispõe sobre a regulamentação do pagamento dos adicionais de insalubridade e periculosidade aos servidores públicos municipais. Enviou a Câmara ainda em tramitação o projeto que prevê o adicional majorado para o serviço extraordinário prestado em finais de semana e feriados. A comunicação explicou também que, a gestão está em fase final de estudo para a reformulação do plano de cargos e salários para uma melhor valorização aos servidores municipais de Carmo do Cajuru, e planeja um grande concurso público para o próximo ano.
Dúvidas
A pergunta que parte da equipe de gestão de Cajuru faz para os servidores associados é: o SINTRAM está, de fato, defendendo os interesses da categoria ou está usando seu poder para travar disputas políticas pessoais pela manutenção de sua diretoria?






