O presidente da Câmara de Divinópolis, vereador Israel da Farmácia (PSD), usou a tribuna para expressar descontentamento com a realização de um evento da Secretaria Municipal de Agronegócio em dia e horário de reunião legislativa, o que, segundo ele, impediu a presença de diversos parlamentares. O encontro, denominado “Café com Produtores”, marcou o lançamento do edital do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Israel criticou o fato de a Secretaria ter escolhido o mesmo horário das sessões da Câmara, desrespeitando o regimento interno que obriga os vereadores a permanecerem em plenário durante as reuniões. “Como é que a Secretaria faz um evento desse, onde tem vários vereadores envolvidos na zona rural, no horário de reunião? É para favorecer dois ou três vereadores e os demais ficam de fora”, reclamou o parlamentar.
O presidente reforçou que a maioria dos vereadores mantém atuação constante nas comunidades rurais e destacou a importância do PAA como política pública municipal de fortalecimento da agricultura familiar. “Nós somos cinco ou seis vereadores que estamos sempre dentro da comunidade rural, acompanhando as famílias e ajudando a agricultura familiar”, pontuou.
Durante o discurso, Israel também citou avanços recentes em obras e manutenções, como a revitalização de uma rua que recebeu intervenção da Secretaria de Serviços Urbanos (SENSUR) e apoio da empresa VLI, além da regularização asfáltica prometida para a Rua Campo Salles, no bairro Porto Velho.
Em tom de alerta, o vereador abordou ainda um tema sensível da saúde pública regional: a possível transferência da regulação hospitalar de Divinópolis para Belo Horizonte. Segundo ele, a informação é de que o governo estadual estaria estudando concentrar o sistema na capital. “Chegou a informação de que o Romeu Zema quer tirar de Divinópolis a regulação. Se já está difícil hoje, vai piorar muito mais. Se isso acontecer, será um retrocesso enorme”, afirmou o presidente.
Israel encerrou a fala reforçando o pedido para que a Comissão de Saúde da Câmara acompanhe o caso com atenção e cobre explicações oficiais do governo estadual. “Nós temos que ter atenção e não deixar isso acontecer, porque a macro vai perder e perder muito. Se tirar de Divinópolis esse ponto de regulação da saúde, é um retrocesso muito grande”, concluiu.






