A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou nesta segunda-feira (13 de outubro) um pedido urgente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando autorização para que a médica endocrinologista Marina Grazziotin Pasolini possa visitá-lo. O motivo alegado é o agravamento de episódios persistentes de soluços, que têm se tornado mais frequentes nos últimos dias.
Segundo a petição, a situação exige “célere apreciação” do pedido, uma vez que o sintoma estaria gerando desconforto constante e impacto no estado clínico geral de Bolsonaro. A defesa afirma que a médica não integra a equipe tradicional que acompanha o ex-presidente, mas teria sido indicada para avaliar possíveis causas metabólicas ou neurológicas do quadro.
Marina Grazziotin Pasolini, segundo descrições em suas redes profissionais, atua nas áreas de emagrecimento e obesidade, e não fazia parte da equipe médica original que acompanhava Bolsonaro desde o início de 2025. O pedido gerou reações entre aliados e opositores, em meio a debates sobre a real condição de saúde do ex-presidente e sua capacidade de permanecer em regime fechado.
Fontes próximas à defesa informaram que Bolsonaro deve ampliar a equipe médica nos próximos dias e realizar novos exames clínicos e laboratoriais. O objetivo é acompanhar o tratamento de uma infecção pulmonar e a evolução do câncer de pele, diagnosticado ainda no primeiro semestre deste ano.
A equipe médica atual, segundo informações preliminares, avalia que os soluços persistentes podem ter relação com o quadro pulmonar e com efeitos colaterais de medicamentos utilizados no tratamento oncológico. A defesa reforça que o estado de saúde do ex-presidente inspira atenção e pede que ele possa receber assistência médica especializada de forma presencial.
Aliados de Bolsonaro têm utilizado o estado de saúde como argumento político e jurídico para defender a conversão da pena em prisão domiciliar, alegando que o ex-presidente não teria condições clínicas de permanecer sob custódia. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal, no processo relacionado à trama golpista de 2022, e cumpre pena em unidade federal de segurança máxima.
Enquanto a solicitação médica aguarda decisão de Moraes, a defesa intensifica esforços para garantir laudos e relatórios clínicos que sustentem o pedido de transferência para regime domiciliar. Até o fechamento desta matéria, o STF não havia se manifestado oficialmente sobre o pleito.






