O médico responsável pelo acompanhamento do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que o traumatismo craniano leve diagnosticado após uma queda recente pode não ter sido causado diretamente pelo impacto, mas sim por uma possível interação entre medicamentos utilizados no tratamento de crises recorrentes de soluços.
Segundo a equipe médica, Bolsonaro faz uso de diferentes remédios para controlar episódios persistentes de soluço, agravados após procedimentos cirúrgicos. A combinação desses medicamentos pode provocar tontura, desequilíbrio, confusão mental e sonolência, fatores que teriam contribuído para o episódio da queda.
O médico explicou que exames de imagem confirmaram o diagnóstico de traumatismo craniano leve, sem sinais de sangramento ou lesões graves, afastando a necessidade de cirurgia. Apesar disso, o quadro clínico exige monitoramento constante, principalmente devido aos efeitos colaterais do uso contínuo dos medicamentos.
Inicialmente, a informação era de que o traumatismo teria sido consequência direta da queda. No entanto, a nova avaliação médica indica que o mal-estar causado pela interação medicamentosa pode ter ocorrido antes do impacto, sendo o fator determinante para o episódio. Bolsonaro segue sob observação, e os profissionais de saúde agora focam em reavaliar o esquema de medicamentos para evitar novos episódios de instabilidade. O estado de saúde do ex-presidente segue sendo acompanhado, com futuras atualizações previstas conforme a evolução do quadro.






