Doces, música e diversão marcam abertura do Festival do Doce em São Gonçalo Pará

Evento atraiu centenas de pessoas ao Parque de Exposições, unindo gastronomia, tradição, diversão infantil e shows musicais em uma noite de celebração.

Publicado por: Redação

O Festival do Doce de São Gonçalo do Pará abriu as portas nesta sexta-feira (19) em uma noite marcada por alegria, cultura e, sobretudo, muito sabor.

O Parque de Exposições se transformou em um verdadeiro centro de convivência, recebendo centenas de pessoas que prestigiaram o primeiro dia da festa. A atmosfera de celebração coletiva, unindo famílias, amigos e visitantes da região em torno da tradição doceira que  fortalece a identidade do município.

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Logo na entrada do parque, o aroma dos tachos de cobre em ebulição, das tortas recém-saídas do forno e do pudim caramelizado anunciava a proposta do festival: oferecer um passeio gastronômico que resgata receitas familiares e, ao mesmo tempo, apresenta novidades criativas da nova geração de doceiros e cozinheiros locais.

O evento contou com mais de dez barracas de expositores. Cada uma delas trouxe um pouco da essência da cidade, seja em forma de geleia, doce de leite, bolos ou sobremesas inovadoras. Para o secretário municipal de Cultura, “o festival representa muito mais que a venda de doces. Ele simboliza a união da cidade em torno da sua identidade gastronômica. Cada doce tem uma história, e cada história fortalece a tradição de São Gonçalo do Pará.”

A tradição da geleia de mocotó

Entre os destaques da noite, a famosa geleia de mocotó celebrada como patrimônio local. Produzida de forma 100% artesanal, com ingredientes selecionados e técnicas passadas de geração em geração, o doce chamou atenção não apenas pela autenticidade, mas também pela representatividade cultural.

Na barraca de dona Jú, que produz a receita, o movimento foi constante. Para muitos visitantes, experimentar a geleia era mais do que um momento gastronômico. Era uma viagem afetiva. A professora aposentada Helena Martins destacou: “Provei e me lembrei da minha infância. Minha avó sempre tinha esse doce em casa. É um sabor que traz lembranças.”

O doce de leite e o sabor dos tachos de cobre

Outro clássico que brilhou o doce de leite caseiro, feito lentamente em tachos de cobre. A tradição, além de garantir o sabor inconfundível, reforça a ideia de que cada doce traz consigo uma carga de memória e de pertencimento.

O produtor Paulo, explicou que a técnica é o segredo do sabor. “O tacho de cobre distribui o calor de forma uniforme. Isso dá o ponto certo e o brilho que o doce precisa. Aqui a gente não tem pressa, porque o doce de leite pede paciência e é feito em fogo bem baixinho.”

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Visitantes formaram filas para comprar potes e levar para casa. Muitos afirmaram que o produto artesanal tem sabor incomparável ao industrializado. “Quando a gente coloca na boca, sente que é feito com dedicação. Não é apenas doce, é história.”, disse a estudante Ana Luiza, que visitava o festival.

Sobremesas criativas e novos talentos

O festival também abriu espaço para inovações. O tradicional Pudim do Léo surpreendeu ao apresentar uma versão especial, pudim de doce de leite com coco queimado. “Quis criar algo diferente, mas sem perder a base tradicional. O doce de leite é nossa identidade, e o coco queimado traz um contraste delicioso.”, afirmou.

Outro ponto alto foi a participação da Vitória Lima Doceria, que levou sua conhecida torta de morango. O público elogiou não apenas o sabor, mas também a apresentação cuidadosa da sobremesa.

Já a Doce Café inovou com o Copo Tropical da Felicidade, que misturava frutas frescas, creme e chocolate em uma combinação que encantou os visitantes. “A ideia foi criar algo leve, colorido e alegre, que combinasse com o clima do festival. E pelo que vimos, o público adorou.”, comemorou a proprietária.

Muito além do doce: opções para todos os gostos

Embora o doce fosse a estrela principal, os visitantes encontraram também pratos salgados que agradaram a todos os paladares. Do hambúrguer artesanal ao torresminho com mandioca, passando por massas e costelinha suculenta, as opções diversificadas transformaram o evento em um verdadeiro banquete coletivo.

O agricultor Carlos Mendes destacou: “Vim pelos doces, mas acabei jantando aqui. O torresminho com mandioca estava sensacional. O festival virou um programa completo.”

Música, alegria e espaço para as famílias

A noite também foi embalada por música. O público se animou com o show do cantor Arthur Rodrigues, que trouxe no repertório sucessos do rock classico, e da Banda Dias de Truta, que animou o público com um repertório diversificado.

A presença da música deu ainda mais vida ao festival. “Não é só comer doce. É encontrar amigos, dançar, se divertir. A música completa a festa.”, destacou a jovem Letícia de Nova Serra, que aproveitou o evento com colegas.

As famílias também tiveram espaço garantido. A Villa Kids foi montada especialmente para as crianças, oferecendo brinquedos e atividades que garantiram diversão para os pequenos enquanto os adultos aproveitavam a gastronomia e os shows.

Impacto cultural e expectativas para o fim de semana

O primeiro dia mostrou apenas um pouco do que ainda está por vir no festival. Segundo os organizadores, a expectativa é que milhares de pessoas passem pelo evento durante todo o fim de semana.

Para a prefeito do município, Zaquinha o festival deixou a cidade, ainda mais doce. O impacto econômico também se fez presente. Comerciantes e produtores locais comemoraram o aumento nas vendas e o fortalecimento da economia criativa.

Um doce convite ao futuro

O Festival do Doce de São Gonçalo do Pará já nasceu grande. Na sua primeira noite, mostrou que a combinação de tradição, criatividade e acolhimento é capaz de transformar um evento gastronômico em uma verdadeira celebração comunitária.

Os visitantes saíram satisfeitos, não apenas pelo que comeram, mas pelo que viveram. O sabor dos doces, a música envolvente, o reencontro de amigos e a alegria no olhar das crianças compuseram um cenário de festa que promete se repetir neste sábado (20).

Como resumiu a estudante Isabela, segurando um pote de doce de leite e um pedaço de torta de morango: “Aqui é impossível escolher só um doce. A gente quer levar um pouco de tudo para casa. Esse festival é uma delícia em todos os sentidos.”

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