Polícia esclarece homicídio de Kevin Costa, o primeiro de 2025 em Divinópolis

Primeiro homicídio consumado de 2025 em Divinópolis expõe disputa entre grupos rivais, sequestro, execução cruel e desdobramentos que mobilizaram forças policiais interestaduais.

Publicado por: Redação

O primeiro homicídio consumado de 2025 em Divinópolis teve desdobramentos intensos e revelou a atuação de grupos criminosos rivais. A vítima, Kevin Costa, executada em 16 de janeiro, após se ver envolvida em um confronto entre facções ligadas aos bairros Quintino e Nações.

Kevin era proprietário de uma oficina de som automotivo. No local, estava presente Felipe Cassiano, conhecido como “Amarelo”, integrante de um grupo rival ao do bairro Quintino. A presença de João Vítor Beirigo, ligado ao Quintino, gerou uma violenta discussão. Segundo o delegado Anderson Vicente, Felipe Cassiano chegou a atirar contra João Vítor, queferido, mas conseguiu deixar o local.

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A partir desse conflito, Kevin se tornou alvo. Integrantes do grupo do Quintino sequestraram ele e outra vítima, obrigando-os a indicar a casa de Felipe Cassiano. Durante a ação criminosa, os bandidos efetuaram disparos contra Cassiano, que conseguiu escapar. Além disso, o episódio resultou em dois homicídios tentados, além da morte de Kevin.

“Kevin foi colocado entre dois grupos rivais e acabou vítima dessa disputa sangrenta”, afirmou o delegado Anderson Vicente.

Portanto, o crime teve requintes de crueldade. Segundo o médico legista Lucas Amaral, Kevin sofreu múltiplas agressões. “Constatamos lesões graves no crânio, causadas por instrumento contundente, além de 15 disparos de arma de fogo, a maioria na região posterior do corpo”, relatou. O laudo apontou politraumatismo e hemorragias internas como causas da morte.

Território Inimigo

Além disso, a investigação avançou com a operação “Território Inimigo”, que prendeu parte dos envolvidos em Divinópolis. Contudo, um dos principais suspeitos fugiu e foi localizado no Mato Grosso do Sul. O comandante do 23º Batalhão, Alexandre Souza, explicou que a prisão só foi possível graças ao trabalho conjunto das polícias Civil e Militar, com apoio de serviços de inteligência de outros estados.

“Essa troca de informações entre agências foi fundamental para tirar de circulação criminosos que praticaram um crime bárbaro contra a vida”, destacou o comandante.

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