O Divinews tem feito divulgações com profundo pesar, sobre a criança de 3 anos, vítima de afogamento no Divinópolis Clube e mantida em protocolo de morte encefálica desde o último domingo (14), e que nesta última terça-feira foi noticiado oficialmente o seu óbito. Contudo, mesmo após a confirmação médica do estado irreversível, apurados segundo os padrões legais da medicina, familiares não permitiram que os equipamentos que mantinha seu coração batendo fossem desligados. Tal concordância só ocorreu na manhã desta quarta-feira (17).
Segundo informações obtidas de forma extraoficialmente, mas por uma pessoa próxima da família, Juninho, pai da criança, ao tomar conhecimento de que os médicos, cumprindo o protocolo do Ministério da Saúde desligariam a máquina. Em desespero teria anunciado a morte do filho, ainda na noite de ontem (16/9).
Diante da decisão médica, que está calcada na legislação que rege a morte encefálica, a família ao não concordar chamou a polícia para fazer um Boletim de Ocorrência na tentativa de impedir o desligamento que mantém apenas o coração da criança funcionando. E na Justiça, teriam conseguido o adiamento até sábado, do desligamento dos aparelhos. Decisão revista na manhã desta quarta-feira (17)
Hoje, 17/9, ao mesmo tempo em que uma pessoa ligada a família entrava em contato com o Divinews explicando, na versão dela, de que a criança não havia falecido ainda, pois o coração estava batendo, o pai Juninho, publicou em suas redes sociais que:
“Infelizmente meu filho faleceu, GRATIDÃO, a todos por toda oração, mais vamos continuar em oração para que dias melhores virão na graça de Deus.
O que aconteceu últimos dias, foi significado de muita FÉ, eu sempre sonhei em SER PAI, e vive esse sonho intensamente. Realmente meu filho FOI tudo que sonhei, mais tenho ser forte pq tenho continuar honrando a todos que estão comigo..
(em breve envio horario e localização do velório)
Fé versus ciência: um dilema que pesa no coração
A fé na oração, na possibilidade, no milagre é muitas vezes um pilar de força para famílias em situações extremas. É direito de cada um acreditar, esperar e lutar. Contudo, quando os sinais são inequívocos e seguem os protocolos reconhecidos pela medicina, a negação prolongada pode trazer mais sofrimento emocional, tanto para os pais quanto para profissionais da medicina envolvidos.
A diferença entre morte encefálica e coma
A confusão entre morte encefálica e coma é comum, mas trata-se de condições completamente diferentes.
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Coma: O paciente mantém atividade cerebral, embora esteja inconsciente. Há chances de recuperação, que variam conforme a gravidade e a causa. O cérebro continua funcionando, ainda que de forma reduzida, e órgãos vitais se mantêm em atividade própria.
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Morte encefálica: É a cessação total e irreversível das funções do cérebro, incluindo o tronco cerebral, que controla respiração e reflexos. Nesse estado, não há possibilidade de retorno à vida. O coração pode continuar batendo por um tempo, mas apenas com ajuda de aparelhos. É considerado, pela lei e pela medicina, morte real e definitiva.
Essa distinção é fundamental. Enquanto no coma a esperança médica de reversão existe, na morte encefálica não há registro científico de recuperação em qualquer lugar do mundo.
Legislação e protocolo: quando o sistema reconhece a morte encefálica
Para compreender o procedimento, é importante conhecer como funciona o regime médico-legal em casos de morte encefálica no Brasil:
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A morte encefálica é definida pela Lei dos Transplantes (Lei nº 9.434/1997), regulamentada também pela Resolução CFM nº 2.173/2017, do Conselho Federal de Medicina.
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O diagnóstico exige exames clínicos independentes, feitos por médicos diferentes, além do teste de apneia e, em alguns casos, exames complementares como eletroencefalograma.
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Somente após a confirmação rigorosa desses critérios o protocolo é concluído e o paciente é oficialmente declarado morto.
O papel do Divinews na divulgação
O Divinews havia informado anteriormente que a criança encontrava-se em protocolo de morte encefálica, com base em informações oficiais do hospital. Hoje, reafirmamos: o óbito foi confirmado. E a família, após uma conversa com um médico de confiança aceitou que os aparelhos fossem desligados, cessando com isso a atividade do coração da criança.
A mensagem mais difícil: aceitar a despedida
Aceitar a dura realidade é um dos passos mais dolorosos, mas essenciais. Nos últimos dias, a família viveu a tensão entre manter a esperança e aceitar ciência.
Nada dispensa orações nem consolo espiritual. Mas reconhecer os limites do corpo humano, quando indicados por critérios médicos, ajuda também a processar a dor, buscar suporte psicológico ou espiritual e encontrar alguma forma de paz para a memória da criança.




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