Uma tragédia mobilizou Divinópolis na tarde deste sábado (13). Um menino de cerca de 3 anos se afogou na piscina do Divinópolis Clube e precisou de reanimação cardiopulmonar (RCP) feita às pressas por médicos e enfermeiros que estavam no local como frequentadores. O caso expôs críticas graves contra a instituição, que teria falhado na atuação de seus salva-vidas.
Socorro feito por frequentadores
Segundo testemunhas, foram os próprios associados e profissionais de saúde que estavam no clube a lazer que encontraram a criança e iniciaram as manobras de reanimação, enquanto os salva-vidas não conseguiram localizá-la a tempo.
“Como associada do clube, não deixo de expressar minha indignação. Não tinha um profissional competente para auxiliar. Quem ajudou foram médicos e enfermeiros que estavam lá a lazer”, disse uma sócia em comentário indignado.
Duas ambulâncias foram acionadas, e equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu prestaram atendimento no local. O menino foi estabilizado e encaminhado em estado crítico para atendimento hospitalar.
Clima de revolta entre os associados
Relatos apontam que o clube não possui sequer um ponto de apoio médico de urgência, o que revoltou os frequentadores. Outra sócia destacou que o clube tem grande arrecadação financeira, mas não investe em segurança:
“É um clube que tem muito dinheiro e só preza pelo futebol. Mudaram regras de cotas, cobraram taxas altas, mas não têm sequer salva-vidas com curso de primeiros socorros”, disse.
Outro episódio foi lembrado: em uma ocasião anterior, um associado teria fraturado o pescoço após queda, e os salva-vidas demonstraram despreparo. “Não sabiam nem colocar o colete. Falei na hora que era uma vergonha”, relatou outra testemunha.
Samu
Segundo informações oficiais do Samu, as equipes da Unidade de Suporte Avançado (USA) de Divinópolis e a Unidade Mista de Atendimento (SAMU e Bombeiros) fizeram o atendimento da criança, um menino, de três anos no local. O encontraram inconsciente e em parada cardiorrespiratória (PCR). E a seguir o encaminharam para a sala vermelha do Hospital São João de Deus.
Os pais
Em que pese a tragédia, os pais, também estão sendo questionados pelo fato de deixar uma criança de apenas três anos, longe de seus olhares.
Áudios ampliam as críticas
Nos áudios enviados ao Divinews, uma mulher reforça a reclamação sobre a ausência de preparo do clube. Já o pai da criança, emocionado, agradeceu o socorro prestado e relatou que o filho chegou a recuperar sinais vitais após o atendimento emergencial.
Necessidade de respostas
O episódio escancarou a fragilidade do atendimento emergencial no Divinópolis Clube. É esperado que a diretoria da instituição apresente uma explicação convincente, e que providências concretas sejam tomadas para evitar novas tragédias.
Divinews
O Divinews entrou em contato com a comunicação do Clube, porém, não obteve retorno. Contudo, o espaço segue aberto para oficialmente o clube dar sua versão da ocorrência.
(áudio de uma associada reclamando sobre atendimento no clube)
(áudio do pai da criança explicando)







Complementando a msg anterior:
… Hélder Moreira (pai do Marco Túlio)
É antiga essa situação do Divinópolis Clube: no fatídico dia 28 de dezembro de 2012 meu filho Marco Túlio, de 13 anos, nadador do clube, perdeu a vida após um mergulho lá. Na época não havia equipamentos de segurança (desfibrilador, cilindro de oxigênio e a máscara própria). A ambulância do corpo de bombeiros até chegou rapidamente, porém ao tentar chegar mais perto do local onde Marco Túlio estava inconsciente, o motorista passou muito perto daquela piscina do tobogan (que estava sendo coberta para as festividades de 31 de dezembro) e o pneu da ambulância furou. Meu filho foi levado para o socorro na Kombi dos operários. Apesar de todas as tentativas, Marco Túlio faleceu.
Anos depois a direção do clube nos procurou para dar o nome do Marco Túlio Osvaldo Moreira ao parque aquático que seria inaugurado. Autorizamos a colocar o nome dele, desde que o clube providenciasse os equipamentos necessários e treinamento dos salva-vidas para que tragédias não voltassem a acontecer. Na época asseguraram que iriam providenciar tudo e o parque aquático tem o nome de meu filho.. Como não frequento mais o clube ((por razões óbvias) pensei que o Divinópolis Clube, depois de mais de 12 anos, tivesse tomado providências em prol da segurança de todos. Lamentável, revoltante. Hélder Moreira (pai do Marc