Em entrevista ao Divinews nesta sexta-feira (12), a médica obstetra e ginecologista Dra. Rita de Cássia esclareceu polêmicas geradas após publicações em redes sociais envolvendo metodologias de rastreamento ginecológico. Sem citar nomes, mas em resposta a comentários feitos por terceiros em postagens da também médica Fabiana Valério, Rita defendeu sua atuação profissional e explicou tecnicamente por que considera a citologia oncótica, popularmente conhecida como exame de Papanicolau, um método ultrapassado.
Formação e trajetória
Natural de Belo Horizonte, Rita formou-se em Medicina pela UFMG e fez residência pelo Inames. Mais tarde, voltou à universidade para se especializar em Patologias do Trato Genital Inferior e Colposcopia, curso reconhecido pelo MEC. A médica ressaltou que atua com base em conhecimento científico atualizado, não em “achismos”, como apontou ao criticar as acusações feitas contra sua conduta clínica.
“Citologia já foi abandonada”
Durante a entrevista, a médica foi enfática: “A citologia oncótica não presta, ela tem muito falso negativo. (…) Desde março de 2025, o Ministério da Saúde já estabeleceu como método de rastreamento a genotipagem de HPV por PCR, destituindo completamente a citologia”, afirmou.
Ela lembrou ainda que países como Estados Unidos e diversas nações europeias já haviam substituído a citologia pelo PCR-HPV há anos, justamente devido às falhas do método anterior. Segundo Rita, exames modernos permitem diagnóstico até 10 anos mais cedo, evitando mortes e procedimentos invasivos desnecessários.
Colposcopia como etapa essencial
Rita também reforçou a importância da colposcopia, realizada com colposcópio, aparelho capaz de identificar lesões precoces que muitas vezes passam despercebidas pela citologia. “Nas mãos de um bom colposcopista, a sensibilidade chega a 96% de acurácia”, destacou.
Ela rebateu ainda críticas sobre suposta cobrança indevida: “A questão de preço é normal. Todos os profissionais cobram. A diferença é que eu trabalho com métodos atualizados e reconhecidos pela comunidade científica”, disse.
Informação e responsabilidade
A médica classificou os vídeos críticos como “desinformação à população”, alegando que foram produzidos com “propósitos pessoais” e sem base científica. Para Rita, a prioridade deve ser esclarecer as pacientes, oferecendo segurança, prevenção eficaz e diagnóstico precoce.






