Em um vídeo que vem gerando grande repercussão em Divinópolis e nas redes sociais, a médica Dra. Fabiana Valério, ginecologista e obstetra, fez um desabafo contundente sobre o que considera uma prática antiética, enganosa e lesiva contra mulheres na cidade, envolvendo cauterizações desnecessárias no colo do útero.
A médica, visivelmente abalada, declarou estar “indignada e puta”, afirmando que diversas pacientes vêm sendo induzidas ao erro e pagam valores elevados por procedimentos que não têm respaldo técnico para os quadros apresentados.
Embora Fabiana não tenha citado o nome da profissional a quem se refere, comentários em seu post no Instagram mencionam, supostamente, o nome da também ginecologista Dra. Rita de Cássia. A acusada, até o momento da publicação desta matéria, não se manifestou oficialmente sobre o caso. Porém o espaço está aberto no Divinews para que a profissional faça seu contraditório a respeito.
Segundo Fabiana, prática envolve colposcópio, distorção de diagnóstico e cobrança indevida
De acordo com o relato da médica, pacientes são informadas por outra profissional de que o preventivo (Papanicolau) seria desnecessário, e que ela possuiria um “aparelho exclusivo”, o colposcópio capaz de detectar lesões com mais precisão.
“O mundo inteiro colhe preventivo. O colposcópio é complementar, não substitui o exame preventivo”, explicou.
Fabiana afirma que a colega mostra na tela uma mancha comum no colo uterino (uma ectopia), que pode surgir com uso de anticoncepcionais ou estresse, e diz se tratar de uma lesão por HPV com potencial cancerígeno, convencendo a paciente de que precisa cauterizar imediatamente.
“Ela cobra até R$ 1.500 para fazer a cauterização, alegando que é para salvar a paciente de um câncer. Isso é mentira”, denunciou.
“Cauterização não trata HPV. Isso é roubo”
A médica também alertou que, mesmo em casos reais de infecção por HPV, a cauterização não é indicada como forma de tratamento primário, principalmente em lesões de baixo grau. Segundo Fabiana, além de enganar e cobrar indevidamente, a prática traz impactos emocionais e conjugais graves às pacientes.
“Ela gera desespero, culpa, medo e destrói relacionamentos. A mulher passa a acreditar que contraiu uma doença sexualmente transmissível grave, mesmo sem confirmação por biópsia ou exame preventivo.”
Visivelmente abalada, Fabiana desabafa:
“Ela mente para o paciente. Isso, para mim, é roubar. É falta de ética, é maldade.”
Repercussão
O vídeo se espalhou rapidamente pelas redes sociais e grupos de WhatsApp em Divinópolis. Até a publicação desta matéria, nenhuma nota oficial foi emitida pelo Conselho Regional de Medicina (CRM-MG) ou pela Unimed, rede na qual, segundo Fabiana, a profissional atua.
Nos bastidores, o caso já está sendo tratado como um dos mais graves escândalos éticos recentes na medicina local, com impacto direto sobre a confiança da população em ginecologistas da cidade.
Orientação às mulheres: “Se alguém disser que você precisa cauterizar, questione”
Fabiana finalizou o vídeo com um apelo às mulheres para que tenham cautela, peçam segunda opinião e não aceitem procedimentos sem base diagnóstica sólida.
“Se sua amiga disser que vai cauterizar por causa de mancha no útero, manda ela assistir esse vídeo. Espalhem. Isso não pode continuar”, finalizou.






