Nesta quinta-feira (22), comunidades católicas de diversas cidades pertencentes à Diocese de Divinópolis se unem para celebrar Santa Rita de Cássia, conhecida como padroeira das causas impossíveis e intercessora das famílias. A data remete à noite de sua morte, entre os dias 21 e 22 de maio de 1447, e é marcada por missas, terços e atividades festivas.
Em Divinópolis, a Paróquia de São Judas organiza as comemorações na Comunidade Santa Rita, situada no bairro Jardim das Acácias. As celebrações começam na véspera da data, nesta quarta-feira (21), com a oração do terço às 18h45 e missa às 19h30. No dia da padroeira, haverá três celebrações: às 7h com o padre Felipe Hector de Oliveira, às 15h com o padre Guilherme Henrique Santos e às 18h30, presidida conjuntamente pelos padres Júlio Antônio e Rosimar.
Na Paróquia Sagrada Família, no bairro Icaraí, também dedicada a Santa Rita, as homenagens começaram hoje com missa celebrada pelo padre João Batista Gomes. Na quinta-feira, a programação segue com missas às 7h, 15h e 19h30. A última celebração será conduzida pelo padre Ulysses César.
Em Nova Serrana, a festa acontece na Comunidade Santa Rita de Cássia, localizada no bairro Areias e vinculada à Paróquia São Geraldo. A novena, que tem atraído fiéis da cidade e de localidades vizinhas, conta com a presença do bispo diocesano Dom Geovane Luís da Silva nesta quarta-feira, às 19h30. Na quinta-feira, a missa festiva será presidida pelo padre Helton Ferreira Rodrigues, com envolvimento das comunidades da região. As tradicionais barraquinhas também devem movimentar a celebração, que atrai centenas de pessoas todos os anos.
Outras paróquias da Diocese de Divinópolis também prestam homenagens à Santa Rita. É o caso das comunidades de Pitangui (Paróquia Nossa Senhora do Pilar), Itaúna (Paróquia Coração de Jesus) e Pará de Minas (Paróquia Nossa Senhora da Piedade).
Quem foi Santa Rita de Cássia
Margarida Lotti, mais conhecida como Santa Rita de Cássia, nasceu por volta de 1371 na pequena localidade de Roccaporena, na região da Úmbria, Itália. Desde jovem, foi educada na fé cristã pelos pais, humildes agricultores e promotores da paz. Seu caminho de espiritualidade aprofundou-se com a devoção a santos como Agostinho, João Batista e Nicolau de Tolentino.
Casada com Paulo de Ferdinando de Mancino, viveu os desafios de uma sociedade marcada por rivalidades políticas. Com paciência e oração, ajudou o esposo a se tornar um homem mais cristão. O casal teve dois filhos, Giangiacomo e Paulo Maria, mas enfrentou duras tragédias: o assassinato do marido e, posteriormente, a morte dos filhos por doença. Rita perdoou os assassinos e intensificou sua vida de fé.
Após dificuldades e resistência, foi aceita no Mosteiro Agostiniano de Santa Maria Madalena em Cássia, onde viveu com humildade e se destacou pelo serviço aos necessitados. Recebeu o estigma de Cristo na testa em 1432 e, no final da vida, enferma, pediu uma rosa e dois figos de seu jardim — que milagrosamente floresceram no inverno, reforçando sua santidade. Santa Rita faleceu em 22 de maio de 1447.
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