O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) voltou a se manifestar sobre decisões judiciais que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar classificou como “covardia” a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que determinou o reforço da segurança e da vigilância na residência do ex-chefe do Executivo, que atualmente cumpre prisão domiciliar.
A medida do STF determinada no contexto das investigações que apuram possíveis irregularidades cometidas por Bolsonaro, incluindo tentativas de obstrução da Justiça, incitação contra instituições democráticas e descumprimento de medidas cautelares. Moraes entendeu que havia necessidade de intensificar a vigilância para evitar que o ex-presidente pudesse driblar a fiscalização da Polícia Federal.
Decisão de Moraes e o motivo do reforço de segurança
O reforço da segurança em torno da casa de Bolsonaro não é isolado. A decisão integra um conjunto de medidas cautelares estabelecidas pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito de investigações relacionadas ao Suposto plano de golpe de Estado e à participação do ex-presidente em atos considerados antidemocráticos.
Segundo documentos do inquérito, a preocupação é que Bolsonaro tente descumprir restrições impostas pela Justiça, o que já ocorreu em outras ocasiões de medidas cautelares aplicadas a políticos e empresários. Nos bastidores, autoridades da Polícia Federal levantaram hipóteses de possíveis tentativas de fuga ou de dribles no monitoramento, como saída disfarçada, uso de veículos de terceiros ou até transposição de muros da residência.
Embora alguns pontos desses relatos tenham repercutido de forma satírica, eles embasam a decisão de aumentar o controle sobre os deslocamentos de Bolsonaro, reforçando o aparato de segurança da Polícia Federal e da escolta designada para o cumprimento da prisão domiciliar.
Cleitinho reage e chama medida de “covardia”
Além disso, em tom crítico, Cleitinho disse que a determinação é desproporcional e humilhante para um ex-presidente da República. No vídeo divulgado, ele declarou.
“Respeita o Bolsonaro, o Bolsonaro já é um idoso, está com problema de saúde. Vocês estão achando que ele vai pular muro? Respeita a família dele, tem mulher dentro da casa dele, tem filha dentro da casa dele. Vocês vão se sujeitar a uma palhaçada dessas do ministro Alexandre de Moraes?”, afirmou.
O senador também questionou os critérios da decisão e comparou a situação de Bolsonaro a de criminosos investigados no país. “Por que que você não monitora facção criminosa? Por que que o careca do INSS que roubou milhões de aposentados não está preso ainda e não está sendo monitorado? O que está acontecendo com esse país?”, indagou.
Defesa de Bolsonaro e críticas à Polícia Federal
Portanto, Cleitinho também dirigiu críticas à Polícia Federal, alegando que a instituição estaria se submetendo a determinações que, em sua avaliação, não condizem com a seriedade do órgão. “Uma palhaçada dessas? A Polícia Federal é uma instituição tão séria e respeitada no Brasil. Vocês vão se sujeitar a isso?”, questionou.
Na gravação, o senador ainda disse que pretende cobrar explicações da direção da PF e convocou os responsáveis pela operação para esclarecerem o motivo da medida. “Tomem vergonha na cara, pode ter certeza que eu vou para cima”, disse Cleitinho, em tom de indignação.
Repercussão política
Portanto, o vídeo rapidamente repercutiu nas redes sociais e amplamente compartilhado por apoiadores de Bolsonaro. O discurso de Cleitinho reforça sua postura crítica a decisões do ministro Alexandre de Moraes, que tem sido alvo constante de parlamentares da oposição.
Portanto, no campo político, a fala também evidencia o alinhamento do senador mineiro com o grupo de aliados do ex-presidente, que considera Bolsonaro vítima.
Setores ligados ao STF e a especialistas em direito constitucional argumentam que o reforço da segurança é uma medida cautelar necessária para garantir a efetividade da prisão domiciliar.
Prisão domiciliar de Bolsonaro
A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro determinada após uma série de investigações que apontam envolvimento do ex-presidente em episódios que questionaram a legitimidade das eleições de 2022 e em manifestações que culminaram em ataques às instituições democráticas. Entre as restrições impostas, estão:
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Proibição de contatos com investigados nos inquéritos;
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Restrição de deslocamentos sem autorização judicial;
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Monitoramento da residência pela Polícia Federal.
Portanto, com a nova decisão, a vigilância na casa de Bolsonaro reforçada, o que inclui monitoramento mais intenso da entrada e saída de pessoas, além de vigilância ostensiva para garantir que não haja tentativas de violação das medidas.
STF e Polícia Federal não comentaram
Além disso, até o fechamento desta matéria, nem o Supremo Tribunal Federal nem a Polícia Federal se pronunciaram sobre as críticas feitas pelo senador. Ambas as instituições têm adotado postura de não comentar declarações políticas envolvendo investigações em andamento.
Contexto jurídico e político
Especialistas em direito lembram que a decisão de Moraes está amparada na prerrogativa do STF de zelar pela ordem pública e pela aplicação da lei. O reforço da segurança na residência de Bolsonaro, segundo juristas, se justifica pela necessidade de impedir que medidas cautelares sejam burladas.
Críticos da decisão argumentam que o episódio reforça a polarização política no Brasil, na medida em que medidas judiciais contra Bolsonaro são interpretadas por seus aliados como perseguição.
O embate em torno da decisão de Alexandre de Moraes expõe mais um capítulo da tensão entre o Supremo Tribunal Federal e apoiadores do Bolsonaro.
Enquanto o ministro reforça medidas de vigilância para garantir o cumprimento da prisão domiciliar, parlamentares como Cleitinho Azevedo denunciam o que chamam de “covardia”.
Portanto, medida permanece em vigor, e os desdobramentos desse embate prometem seguir no centro do debate político e jurídico do país.







Caro Cleitinho; não nos assusta ver você fazendo esses discursos de advogado do Bolsonaro, aliás ele te elegeu como senador! É notório que seus comentários são simplesmente resposta para família Bolsonaro. Acorda e vai cumprir seu papel de de SENADOR.